Meio Ambiente

Edição de 2026 da operação é concluída no Paraná com a fiscalização de 2 mil hectares de áreas com desmatamento ilegal

No Paraná, foram fiscalizados 2 mil hectares de áreas em que havia suspeitas de desmatamento ilegal

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A edição de 2026 da Operação Mata Atlântica em Pé foi finalizada no Paraná após dez dias de ações de fiscalização em todo o estado. Realizada simultaneamente entre 17 e 27 de agosto nos 17 estados abrangidos pelo bioma, a operação, uma iniciativa do Ministério Público brasileiro, está na nona edição nacional e é uma das principais ações de combate ao desmatamento no Brasil.

Resultados – No Paraná, foram fiscalizados 2 mil hectares de áreas em que havia suspeitas de desmatamento ilegal, sendo lavrados 445 autos de infração ambiental que somaram R$ 14,2 milhões em multas aplicadas. Os números contabilizam as atividades do Instituto Água e Terra (IAT), do Batalhão de Polícia Ambiental Força Verde e da Superintendência do Paraná do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que atuaram a partir da coordenação estadual do Ministério Público do Paraná. Como alguns dados ainda estão sendo contabilizados, pode haver atualização nos próximos dias. Os ilícitos ambientais foram identificados a partir da fiscalização remota e presencial de alertas de desmatamento obtidos por sistemas de monitoramento remoto, como o MapBiomas Alerta.

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Dados nacionais – A Operação Mata Atlântica em Pé deste ano foi coordenada nacionalmente pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais, com o apoio da Fundação SOS Mata Atlântica. O balanço nacional da operação foi divulgado na manhã desta sexta-feira, 28 de agosto e os dados consolidados até o momento das ações de fiscalização nos estados participantes mostram que a edição deste ano atingiu 8.370,28 hectares de Mata Atlântica fiscalizados com possíveis desmatamentos ilegais, que resultaram em R$ 100.031.473 em multas aplicadas em todo o país.

Como nas edições anteriores, neste ano participaram da operação todos os estados abrangidos pelo bioma: Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.

Monitoramento – A Operação Mata Atlântica em Pé utiliza informações produzidas por diversos sistemas de monitoramento remoto, entre eles, o MapBiomas Alerta, para identificar áreas com indícios de desmatamento ilegal. Com base nesses alertas, equipes de fiscalização realizam verificações remotas e presenciais para confirmar a ocorrência das infrações ambientais e emitir os devidos autos de infração e termos de embargo. Em diversos estados, o emprego de drones e outras tecnologias de georreferenciamento complementa as inspeções de campo, aumentando a precisão das fiscalizações e reduzindo o tempo de resposta das equipes.

Confirmadas as irregularidades, os responsáveis ficam sujeitos à aplicação de multas e demais sanções administrativas, bem como à reparação integral dos danos ambientais, sem prejuízo da apuração de responsabilidades nas esferas cível e criminal. As áreas desmatadas ilegalmente também podem sofrer restrições relacionadas ao Cadastro Ambiental Rural (CAR), ao acesso ao crédito rural e a outros instrumentos previstos na legislação ambiental.

Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Paraná


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