A Prefeitura de Paranaguá recebeu nesta quarta-feira, 8, a comitiva da cidade japonesa de Awaji. São 40 anos do Acordo de Amizade e Cooperação firmado entre as duas cidades. A relação de cidades-irmãs teve início em maio de 1986 e chega a quatro décadas marcada por intercâmbios e ações de cooperação entre os dois municípios.
A programação contou com visita da delegação japonesa à Prefeitura, Câmara Municipal de Paranaguá e passagem pela Praça do Japão para o plantio simbólico de uma muda de cerejeira.
A comitiva oficial de Awaji foi liderada pelo prefeito Atsuhiro Toda e integrada pelo presidente da Câmara Municipal de Awaji, Hirofumi Sowashita; pelo diretor-adjunto e chefe da Secretaria de Políticas da Prefeitura de Awaji, Kenji Takahama; e pela assessora administrativa do Secretariado e Seção de Relações Públicas da Prefeitura de Awaji, Mirai Takahashi.
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Também acompanharam a delegação o cônsul do Japão na região Sul do Brasil, Matsushiro Toshinori; a coordenadora de relações internacionais da Província de Hyogo no Brasil, Cristiane Ueta; o coordenador da irmandade Paranaguá-Awaji e servidor municipal de Paranaguá, Akira Furusawa; e o ex-coordenador da irmandade Paranaguá-Awaji e tradutor da comitiva, Eurico Endo.
Paranaguá
O prefeito de Paranaguá, Adriano Ramos, destaca que a renovação dos laços entre as cidades é algo importante. “É um dia importante para a cidade de Paranaguá e para a cidade de Awaji. Nós somos cidades coirmãs e estamos fortalecendo esses laços com a visita do prefeito, do vice-prefeito, do presidente da Câmara de Awaji e do cônsul do Japão no Paraná. Além de sermos cidades-irmãs, temos um grande objetivo de trocar informações e conhecer um pouco mais da tecnologia deles”, afirma.
Segundo Adriano Ramos, o intercâmbio pode abrir oportunidades para novos projetos em áreas estratégicas para o município. “Nosso secretário da Agricultura e Pesca esteve conversando com eles para conhecer um pouco mais da tecnologia utilizada em Awaji e pensar em trazer alguns projetos para Paranaguá. O objetivo é sempre beneficiar nossa cidade e nosso povo. Este é o primeiro ato de recepção e agora vamos continuar fortalecendo esses laços para que Paranaguá possa conquistar novos projetos”, observa.

O presidente da Câmara Municipal de Paranaguá, Adalberto Araújo, ressalta os resultados concretos da parceria construída ao longo das últimas quatro décadas. “Uma irmandade que já trouxe benefícios mútuos e, no caso de Paranaguá, a construção da Escola Takeshi Oishi, do Parque Awaji, entre outras cooperações”, destaca.
O presidente da Câmara enfatiza ainda a relevância do intercâmbio cultural e institucional entre as duas cidades. “A comunidade nipônica no Brasil é a maior do mundo. Paranaguá acolhe com carinho os estrangeiros, mas especialmente os nossos irmãos japoneses e seus descendentes. A intenção é continuar esse trabalho e fortalecer as parcerias que somam tanto para Awaji quanto para Paranaguá”, salienta.

Para Adalberto Araújo, a cooperação deve ir além dos atos protocolares. “Essa irmandade precisa ir além das formalidades e das cerimônias. Ela deve resultar em ações efetivas. Awaji possui experiências importantes nas áreas da pesca, turismo e agricultura, que podem gerar intercâmbios entre autoridades e cidadãos das duas cidades. Isso pode enriquecer as políticas públicas e beneficiar a população”, avalia.

Awaji
O prefeito de Awaji, Atsuhiro Toda, observa as semelhanças entre os municípios e a importância do relacionamento construído ao longo dos últimos 40 anos. “As cidades de Paranaguá e Awaji possuem paisagens que transmitem calma e tranquilidade. Esperamos que essa irmandade possa contribuir para o desenvolvimento de ambas as cidades”, frisa.

Atsuhiro Toda ressalta ainda o potencial das ferramentas digitais para ampliar a cooperação entre os municípios. “Podemos aproveitar os sistemas online para promover a troca de conhecimentos e desenvolver principalmente a educação, fortalecendo também as relações humanas entre as cidades”, analisa.
Segundo o prefeito japonês, a celebração dos 40 anos representa um marco que ultrapassa os acordos institucionais. “Este acordo é um grande caminho para a convivência entre as pessoas. Mais do que unir administrações, ele une as cidades e suas populações”, conclui.





