Na quarta-feira, 13, a 16.ª edição do PodCafé, da Folha do Litoral News, recebeu a coordenadora da Feira da Partilha de Paranaguá, Lisangela Fagundes Faucz. Há mais de duas décadas morando em Paranaguá, Lisangela construiu uma história marcada pelo voluntariado e pela dedicação ao próximo.
Chegou à cidade em 2004, vinda de Joinville (SC), acompanhando o marido, Gerson Zanetti Faucz, aprovado em concurso para a Receita Federal. Desde então, fez questão de se envolver em ações comunitárias, principalmente ligadas à Igreja e a projetos sociais.
Atualmente, Lisangela é coordenadora da Feira da Partilha, iniciativa que, junto à idealizadora Regina Daux, se consolidou como uma verdadeira “máquina de realizar sonhos” para instituições sociais de Paranaguá e do litoral do Paraná.
DA CHEGADA AO TRABALHO SOCIAL
Em 2015, Lisangela passou a integrar a diretoria da Creche Nossa Senhora do Rosário, vinculada ao Santuário São Francisco das Chagas. A instituição atende atualmente 80 crianças de 11 meses a 4 anos e se prepara para ampliar o berçário diante da alta demanda. “Temos fila de espera para mais de 200 crianças. É um desafio, mas seguimos buscando ampliar e melhorar a estrutura para atender mais famílias”, explicou.
O RETORNO DA FEIRA DA PARTILHA
A Feira da Partilha nasceu em 2001, idealizada por Regina Daux, e funcionou até 2004. Após um hiato, retornou em 2019, quando Regina voltou a Paranaguá e encontrou Lisangela. Na primeira edição da nova fase, 21 instituições foram beneficiadas. Desde então, o evento acontece regularmente — com exceção de 2020, em razão da pandemia — e já viabilizou inúmeros projetos, desde reformas e construções até a compra de equipamentos essenciais.
Em 2021, em plena crise sanitária, a feira se reinventou, destinando todo o esforço para a doação de cestas básicas. Foram 600 cestas mensais distribuídas por diversas instituições no litoral.
SELEÇÃO DAS INSTITUIÇÕES
Entidades interessadas em participar precisam apresentar documentação exigida pela Receita Federal e um projeto detalhado, com orçamentos e metas. Após análise e aprovação, o valor arrecadado na feira é direcionado para a execução do projeto, e a equipe acompanha de perto a aplicação dos recursos. “Tem que executar exatamente o que foi proposto. A gente fiscaliza e inaugura junto com eles. É muito gratificante ver o resultado”, afirmou Lisangela.
ESTRUTURA E VOLUNTARIADO

Cada edição da feira mobiliza entre 200 e 250 voluntários, vindos principalmente das próprias instituições beneficiadas. Há também colaboradores fixos que, mesmo sem vínculo com entidades, participam por amor à causa. “A feira tem esse poder de conquistar as pessoas. Quem participa uma vez, quer voltar sempre”, disse a coordenadora.
PRODUTOS E ORIGEM
Os produtos vendidos na feira — perfumes, eletrônicos, utensílios domésticos, entre outros — vêm de apreensões da Receita Federal em Foz do Iguaçu. Os itens chegam precificados e são repassados às instituições para comercialização durante o evento.
IMPACTO SOCIAL E HISTÓRIAS INSPIRADORAS
O alcance da Feira da Partilha vai muito além dos beneficiados diretos. “Se somarmos as famílias, o impacto é enorme. A cada edição, atendemos em média 1.600 pessoas, mas a influência se espalha para toda a comunidade em volta”, relatou Lisangela. Além de reformas e melhorias, a feira também já proporcionou histórias curiosas: voluntários que conseguiram emprego durante o evento e até um casal que se conheceu na feira.
PRÓXIMA EDIÇÃO
A próxima edição da Feira da Partilha está prevista para setembro deste ano, com 15 instituições participantes, incluindo estreantes como o Patronato do Idoso de Antonina e o Instituto Histórico e Geográfico (IHGP) de Paranaguá. “O que fazemos é mais que um evento. É transformar a vida de pessoas e fortalecer instituições que cuidam da nossa comunidade”, finalizou Lisangela.
ENTREVISTA NA ÍNTEGRA
A entrevista na íntegra pode ser conferida acessando o Facebook da Folha do Litoral News (https://www.facebook.com/100063467175931/videos/626478387194688).





