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Empreendedorismo

Empreendedorismo na confeitaria: Ane Vesaloski e a dedicação em fazer bolos

Ane mudou de área e hoje se realiza exercendo seu dom

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A administradora, especialista em contabilidade e finanças, Ane Vesaloski, trabalhou na área por cinco anos como supervisora administrativa até que foi convidada pela cunhada para fazer um curso de confeitaria. Sua paixão pelos doces, que nasceu da convivência com a sua avó, a fez dizer sim para o convite. A partir daí, Ane viu um novo ofício e uma missão a ser desempenhada, a de fazer bolos e participar dos momentos de comemoração e felicidade dos clientes.

“Minha vó sempre fazia rosquinha e eu sempre gostei de ajudar. Até tenho livros de receitas dela com a minha letra. Sempre gostei de comprar livros de receitas também. Até que em 2015, quando eu ainda trabalhava na área administrativa, minha cunhada me chamou para fazer um curso de chef pâtisserie de seis meses bem completo com tudo sobre confeitaria. Me identifiquei muito e comecei a buscar mais cursos on-line. As encomendas começaram a aparecer, fazia bolos para a família e fui gostando cada vez mais. A decisão de mudar foi em 2017, quando eu não estava conseguindo mais dar conta do trabalho na empresa e das encomendas”, contou Ane.

O empreendedorismo foi um desafio para ela que, até então, só queria fazer o que gostava. “Resolvi arriscar, empreender para mim sempre foi um desafio, mas do meu jeito comecei a me lançar. Hoje, as redes sociais ajudam muito. As coisas foram se expandindo e eu busquei colocar o meu nome no negócio para poder divulgar, ter um cardápio, se profissionalizar mais. Se eu faço um bolo simples de cenoura e divulgo no Instagram eu já tenho retorno. Não tenho dificuldade em vender. Temos muitas encomendas de bolo de aniversário, docinhos, bolos decorados”, disse Ane.

Foi nas dificuldades que ela conta que aprendeu a valorizar o seu dom de confeiteira. “Em 2018, logo depois de deixar a área administrativa, tinha acabado de ter meu filho, minha mãe me ajudava muito para que eu pudesse fazer os bolos. Meu marido também passava por uma mudança de emprego, estávamos passando por dificuldades financeiras e não tinha muita opção, não podia parar. Nessas dificuldades que a gente aprende como nosso dom é importante. Acredito que eu tenho esse dom e tenho que usar em favor das pessoas”, ressaltou.

Segundo a confeiteira, são muitas etapas para fazer o bolo, desde o contato com o cliente, descobrir o sabor que ele gosta, até a decoração e a entrega. “É muito amor e dedicação envolvidos, não é a pessoa comer o bolo e pronto, é mais do que isso. Um bolo sempre leva algo bom, todo mundo pede um para comemorar algo ou para levar para uma amiga que não está muito bem. O retorno financeiro é muito gratificante sim, mas levar o amor e carinho em forma de bolo é o que me completa verdadeiramente. Gosto de conhecer a pessoa e sentir o que ela quer, muitas falam para eu fazer do meu jeito”, destacou Ane.

Para Ane, para o negócio dar certo, é preciso conciliar a vida de mãe de dois filhos, esposa e confeiteira. “Participo de grupo de oração e temos muitas missões relacionadas a isso. Serei uma empreendedora de sucesso se todas essas coisas estiverem bem. Hoje tenho pensado em algumas alterações no meu negócio, pensar naquilo que traz mais retorno para mim como os bolos caseiros e os bolos decorados”, disse Ane.

Empreender, segundo ela, exige coragem, mas também é necessário para que talentos não fiquem escondidos. “Nessa semana, me falaram que eu tenho o dom para fazer bolos e às vezes a gente esquece disso. A gente precisa valorizar isso e não ter medo. Muitas vezes eu arrisquei e muitas vezes deu certo e outras não. É assim, é preciso dar o primeiro passo e confiar em Deus”, frisou Ane.

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