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Editorial

Em briga de marido e mulher se mete a colher sim e se salva a vítima

Este preceito abrange conceitos machistas e desumanos de compreender a mulher como uma propriedade do homem e que, como tal, ela deve se submeter às vontades e agressões do seu marido, namorado ou companheiro, sem se opor, aceitando agressões verbais, morais e físicas, que ocasionam machucados no corpo e na alma, e em muitos casos, sua própria morte silenciosa

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Na quinta-feira, 22, Dia Estadual do Feminicídio, abordar a violência contra a mulher, o crime de feminicídio e as formas de enfrentamento foram itens presentes em matéria divulgadas na Folha do Litoral News. É obrigação de todo veículo de comunicação ético, comprometido com uma sociedade mais justa e fraterna, abordar este tema não somente em datas específicas, mas durante o ano todo, e é exatamente isso que fazemos, com matérias constantemente abordando um assunto tão inaceitável, mas tão presente na sociedade brasileira, litorânea e parnanguara. Relativizar o tema como “mimimi” é inaceitável.

Nossas páginas policiais, infelizmente, já trouxeram diversos casos de feminicídios de mulheres de Paranaguá e do litoral nos últimos anos, bem como casos de violência contra o público feminino. São mulheres que apanham ou morrem pela mera condição de pertenceram ao gênero feminino. Trouxemos matérias com operadores do Direito, autoridades policiais e políticas, entre tantos outros, esclarecendo a violência de gênero, as formas de enfrentamento e a relação do machismo com o feminicídio.

Neste aspecto, impossível não lembrar de uma frase extremamente equivocada dita popularmente por décadas de que “em briga de marido e mulher não se mete a colher”. Este preceito abrange conceitos machistas e desumanos de compreender a mulher como uma propriedade do homem e que, como tal, ela deve se submeter às vontades e agressões do seu marido, namorado ou companheiro, sem se opor, aceitando agressões verbais, morais e físicas, que ocasionam machucados no corpo e na alma, e em muitos casos, sua própria morte silenciosa.

Em briga de marido e mulher se mete a colher sim e se salva a vítima. A mulher, muitas vezes, por estar em um relacionamento de dependência financeira ou emocional, com filhos, sem dinheiro, auto-estima ou até mesmo conhecimento dos seus direitos, acaba não denunciando o seu próprio agressor. Nesse sentido, cabe a nós como sociedade, perceber o que acontece entre nossos vizinhos, nas ruas, em todos os locais, e não aceitar silenciosamente qualquer tipo de violência contra a mulher. Devemos denunciar este tipo de crime às autoridades e deixar bem claro que cidadãos conscientes dos seus direitos e deveres não irão mais aceitar o Brasil no quinto lugar no ranking mundial de feminicídio, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH).

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