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Editorial

Alta no número de casos da Covid-19 no litoral do Paraná

Falar em pandemia é algo tido como chato para parte da população, mas deixá-la de lado ou omitir esta crise não vai fazer com que ela acabe. A vacina ainda não chegou. Os números estão aí, cabe a você fazer a sua parte para que a situação não fique ainda pior

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Entre os dias 10 a 17 de novembro, os informes epidemiológicos da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) demonstraram que 614 moradores no litoral confirmaram o quadro da Covid-19 no litoral do Paraná. A região chegou ao total de 8.883 casos desde o início da pandemia. O número assusta, mas a tensão causada com os dados é necessária: a pandemia não acabou e como cidadãos devemos reforçar as medidas de prevenção ao novo Coronavírus.

Estamos fragilizados como sociedade com a pandemia. Desde março, 197 mortes aconteceram na região. Pessoas doentes adentram diariamente no Hospital Regional do Litoral (HRL). Números acabam por robotizar a pandemia, entretanto é necessário humanizar a crise sanitária e compreender que quase 200 pessoas no litoral tiveram suas vidas levadas devido a uma doença que ainda não possui cura. 

Somente em Paranaguá, 406 casos da enfermidade foram contabilizados na última semana. Apesar de tudo isso, é perceptível um desdém de parte da população com a pandemia. Inertes à dor de tantas famílias que choram seus mortos na região, pessoas continuam saindo na rua sem máscara, não respeitando o distanciamento social e a higienização. Mais do que falta de respeito, isto é uma ausência de senso humanitário e de compreensão do que é viver em sociedade.

Sejamos melhores como sociedade. Respeite o próximo, pense na sua cidade, nos seus vizinhos, familiares e em você mesmo: adote as medidas sanitárias para prevenção à Covid-19. Falar em pandemia é algo tido como chato para parte da população, mas deixá-la de lado ou omitir esta crise não vai fazer com que ela acabe. A vacina ainda não chegou. Os números estão aí, cabe a você fazer a sua parte para que a situação não fique ainda pior. 

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