Economia

IBGE divulga “Indicadores Econômicos do Brasil 2025” com panorama da economia nacional

Informativo reúne dados conjunturais sobre emprego, produção, inflação e atividade econômica; agropecuária lidera crescimento do PIB brasileiro

IMG 20260524 WA0007

A reportagem da Folha do Litoral teve acesso ao informativo “Indicadores Econômicos do Brasil 2025” e às Notas Técnicas divulgadas nesta sexta-feira (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, reunindo os principais dados conjunturais da economia nacional obtidos a partir das pesquisas realizadas pelo órgão ao longo de 2025. O material apresenta uma visão consolidada do desempenho econômico brasileiro por meio de levantamentos mensais, trimestrais e semestrais.

Os indicadores foram organizados em quatro grandes eixos, dentre eles, trabalho e rendimento do trabalho; produção das atividades agropecuárias; produção industrial, comercial e de serviços; além de índices de preços e custos. Segundo o IBGE, a publicação busca ampliar o acesso às informações econômicas e oferecer maior compreensão sobre a contribuição das pesquisas conjunturais na interpretação do cenário econômico do país.

A pesquisadora Camila Vaz destacou que a consolidação dos indicadores em um único documento facilita análises econômicas, estudos técnicos e processos de tomada de decisão, além de ampliar o conhecimento sobre as publicações produzidas pelo Instituto. Já o diretor-adjunto da Diretoria de Pesquisas do IBGE, Vladimir Miranda, ressaltou que o informativo permite aos leitores aprofundarem o acompanhamento dos resultados conjunturais produzidos ao longo do ano.

Esta é a segunda edição do levantamento nacional. A primeira publicação reuniu os dados referentes a 2024. O documento contempla informações provenientes da PNAD Contínua, LSPA, PTAA, PTL, PTC, Produção de Ovos de Galinha, Pesquisa Industrial Mensal, Pesquisa Mensal de Comércio, Pesquisa Mensal de Serviços, IPCA, INPC, SINAPI e Índice de Preços ao Produtor.

O relatório aponta que o cenário internacional em 2025 permaneceu marcado por riscos geopolíticos elevados, tensões comerciais e políticas monetárias restritivas nas principais economias globais. A manutenção de juros elevados nos Estados Unidos e a desaceleração econômica da China impactaram diretamente o ambiente de negócios em países emergentes, incluindo o Brasil.

Mesmo diante desse contexto internacional mais desafiador, a economia brasileira apresentou expansão moderada, sustentada principalmente pela agropecuária e pelas exportações. O avanço foi limitado, contudo, pelo elevado custo do crédito e pela desaceleração do consumo interno.

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 2,3% em 2025, registrando o quinto ano consecutivo de expansão econômica, embora abaixo do crescimento de 3,4% observado em 2024. A agropecuária foi o principal vetor desse desempenho, respondendo por aproximadamente um terço da expansão econômica nacional.

A produção agrícola alcançou números históricos. De acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, a safra nacional de grãos atingiu 346,1 milhões de toneladas em 2025, crescimento de 18,2% em relação ao ano anterior. O volume representa o maior resultado da série histórica iniciada pelo IBGE em 1975, impulsionado principalmente pelas safras recordes de soja e milho.

Na pecuária, os abates de bovinos, suínos e frangos atingiram os maiores níveis já registrados pela Pesquisa Trimestral do Abate de Animais. Também foram observados recordes históricos na aquisição de leite e na produção de ovos de galinha.

O mercado de trabalho apresentou forte recuperação em 2025. Os rendimentos médios do trabalho cresceram 5,8% em relação ao ano anterior, enquanto a taxa de desocupação recuou para 5,6%, o menor percentual da série histórica anual iniciada em 2012.

A atividade industrial avançou 0,6% no acumulado do ano, desacelerando frente ao crescimento de 3,1% registrado em 2024. O desempenho foi sustentado principalmente pelas indústrias extrativas, que cresceram 4,9%, enquanto a indústria de transformação apresentou retração de 0,2%, impactada pela política monetária restritiva e pelo elevado custo do crédito.

O comércio varejista cresceu 1,6% em 2025, completando nove anos consecutivos de expansão. Já o setor de serviços avançou 2,9%, consolidando o quinto ano seguido de crescimento e acumulando ganho de 31,1% no período recente.

No campo inflacionário, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrou o ano acumulando alta de 4,26%, resultado inferior aos 4,83% registrados em 2024. Os grupos com maior impacto sobre a inflação foram Habitação, Saúde e Cuidados Pessoais, Alimentação e Bebidas e Transportes.

Os preços ao produtor registraram queda acumulada de 4,51% em 2025, refletindo reduções em segmentos como produtos alimentícios, indústrias extrativas, derivados de petróleo, biocombustíveis e metalurgia. Em contrapartida, os custos da construção civil medidos pelo SINAPI avançaram 5,63%, impulsionados principalmente pelo aumento da mão de obra, que acumulou alta de 7,63%.

Os resultados divulgados pelo IBGE possuem impacto direto sobre a economia do Paraná e sobre as operações dos Portos do Paraná. O desempenho recorde da agropecuária fortalece o corredor de exportação paranaense, especialmente nas movimentações de soja, milho e proteínas animais pelos portos paranaense. A expansão das exportações agrícolas e do setor de proteínas amplia a demanda logística, impulsiona investimentos em infraestrutura, armazenagem e transporte, além de reforçar o protagonismo do Paraná no comércio exterior brasileiro e na cadeia produtiva nacional.

IMG 20260524 WA0008
Nesse cenário, Luiz Fernando Garcia destacou no AgroForum Cuiabá os investimentos que vão transformar a logística dos Portos do Paraná. Foto: Gabriel Vieira / Portos do Paraná

Durante sua participação no AgroForum Cuiabá, o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, destacou que os investimentos estruturantes e os recordes de movimentação consolidam o Porto de Paranaguá como um dos principais vetores da competitividade logística brasileira. Segundo ele, a eficiência operacional alcançada pelos portos paranaenses é resultado de planejamento, segurança jurídica e investimentos contínuos em infraestrutura.

“O AgroForum Cuiabá é um espaço estratégico para discutirmos o futuro da logística e do agronegócio brasileiro. Os Portos do Paraná vivem um momento histórico, com recordes de movimentação e um amplo pacote de investimentos que vai elevar ainda mais nossa capacidade operacional. Estamos preparando Paranaguá para atender o crescimento da produção nacional com mais eficiência, sustentabilidade e competitividade. Obras como o Moegão, o Píer em ‘T’ e o aprofundamento do canal representam uma transformação estrutural que fortalece não apenas o Paraná, mas toda a cadeia exportadora do Brasil”, afirmou Luiz Fernando Garcia.

O Paraná transforma produção em desenvolvimento, e pelos Portos do Paraná a força da economia brasileira ganha competitividade, conexão global e protagonismo no crescimento do país.

Nota técnica:

Informativo:


Fique bem informado!
Siga a Folha do Litoral News no Google Notícias.

Você também poderá gostar