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Coronavírus

UFPR atrasa em duas semanas início das aulas presenciais devido ao aumento de casos da Covid-19

Formato híbrido será adotado para iniciar ano letivo em 31 de janeiro

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Foto: André Filgueira/UFPR

A chegada da variante Ômicron e o crescimento de casos da Covid-19 em todo o Estado fez com que a Universidade Federal do Paraná (UFPR) tomasse uma decisão na terça-feira, 18, por meio da Comissão de Acompanhamento e Controle de Propagação do Novo Coronavírus na UFPR e a Comissão de Retomada do Ensino Presencial: postergar em duas o início das aulas presenciais da universidade em 2022.  Ressaltando o acréscimo na média móvel de casos de mais de 1.170% divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e a necessidade de prevenção ao Coronavírus, a UFPR deverá iniciar o ano letivo em formato híbrido no dia 31 de janeiro. A medida vale para os campi da UFPR Litoral, em Matinhos, e do Centro de Estudos do Mar (CEM), em Pontal do Paraná.

“A alta na taxa de contaminação por coronavírus e o consequente risco de sobrecarga no sistema hospitalar determinaram o adiamento, por duas semanas, do início das aulas presenciais na Universidade Federal do Paraná, que estava previsto para o dia 31 de janeiro. O calendário acadêmico, no entanto, permanece inalterado. As aulas começam no mesmo dia 31 de janeiro, porém de maneira híbrida. Para assegurar o atendimento aos estudantes, também serão reabertos no dia 31 restaurantes universitários em todas as cidades onde a UFPR possui campi”, informa a UFPR. 

Segundo a universidade, as comissões realizaram a decisão, sendo que elas estão trabalhando juntas na organização da retomada e no monitoramento da pandemia. “Neste início de ano, a análise envolve um fator que não estava plenamente dimensionado quando se definiu a mudança de fase para o presencial: a rápida propagação da variante Ômicron do Coronavírus”, acrescenta. 

“Dados oficiais mostram um forte crescimento na taxa de contaminação em todo o país. No Paraná, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde, a média móvel de casos de Covid-19 aumentou 1.174,8% no levantamento fechado em 16 de janeiro, na comparação com a de 14 dias antes”, ressalta a assessoria da universidade pública.

Projeção

A UFPR afirma que há uma projeção estatística feita pelo Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME), centro independente de pesquisa em saúde ligado à Universidade de Washington, onde se aponta que haverá um pico de  internações por Covid-19 no Brasil no fim de janeiro, justamente o período em que as aulas presenciais deveriam ser iniciadas. justamente “A curva de casos tende a ser descendente a partir da segunda quinzena de fevereiro. A UFPR concluiu, assim, que não seria responsável retomar as aulas presenciais justamente num momento que promete ser crítico, em função da onda da variante Ômicron”, justifica.

Medida necessária

“É uma medida necessária, mas circunstancial, que tomamos tendo como base o respeito à ciência e a proteção da vida de todos os integrantes da comunidade da UFPR”, afirma o reitor da UFPR, Ricardo Marcelo Fonseca. De acordo com a universidade, o retorno às aulas presenciais está previsto para ocorrer no dia 14 de fevereiro. “Nesse período, os dados da pandemia continuarão sendo acompanhados diariamente pelas duas comissões da UFPR que tratam do assunto”, explica.

“Com relação às atividades práticas dos diversos setores da universidade, serão respeitadas as especificidades de cada área, a critério dos colegiados de curso, que poderão viabilizar o início dessas atividades já a partir de 31 de janeiro”, informa a UFPR.

Assistência estudantil e cursos de 18 de semanas

A UFPR, com o intuito de garantir a assistência estudantil e o eventual desempenho de atividades práticas desde o início do semestre letivo, por meio de sua administração central, “decidiu que restaurantes universitários e o sistema de ônibus Intercampi da UFPR funcionarão a partir de 31 de janeiro”, informa. “Os cursos que seguem o calendário de 18 semanas não sofrem alterações no início de suas atividades letivas presenciais, conforme regulamentado anteriormente pelo Conselho de Ensino e Pesquisa da UFPR”, finaliza.

Com informações da UFPR