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Coronavírus

Ratinho Júnior reforça isolamento social e faz balanço das ações

“Queremos a compreensão da população, evitando circular nas ruas, ficando em casa e saindo só quando necessário”, afirma Ratinho Júnior (Foto: Rodrigo Félix Leal/AEN)

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Secretário de Saúde lamentou óbitos em Paranaguá 

Na manhã da sexta-feira, 9, o governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Júnior, e o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, concederam coletiva à imprensa em visita feita ao Hospital do Rocio, em Campo Largo, um dos centros de referência de tratamento ao novo Coronavírus no Paraná. Na entrevista, o governador reforçou o isolamento social em todo o Paraná por tempo indeterminado e fez balanço das ações contra a Covid-19, bem como o secretário comentou os três óbitos ocorridos em Paranaguá devido à doença e sobre a possibilidade de ampliação de leitos para pacientes infectados pelo vírus no Hospital Regional do Litoral (HRL). 

O governador Ratinho Júnior agradeceu o empenho dos profissionais da saúde nesses 30 dias em que o Paraná está enfrentando a Covid-19 de forma intensificada. “Esse trabalho de enfrentamento ao Coronavírus não é uma corrida de 100 metros, é uma maratona, são de três a quatro meses que devemos diariamente fazer planejamento, enfrentamento organização da nossa rede de saúde e das demais áreas. Quero agradecer também à população do Paraná que tem compreendido a importância de ficar em casa”, explica, reforçando a necessidade do isolamento social em todo o Paraná.

“Esse isolamento vai ser a grande estratégia para que possamos superar esta pandemia que teremos mais uns dias e meses de enfrentamento”, afirma Ratinho Júnior. 

Óbitos em Paranaguá

“Tivemos informação de três novos óbitos em Paranaguá decorrente do Coronavírus”, informa Beto Preto, destacando a gravidade da pandemia. “A estratégia é ampliar serviços onde eles já existem colocando toda uma formação técnica com enfermeiros, médicos, terapeutas, técnicos em enfermagem, alimentação adequada, toda uma técnica à disposição dos paranaenses”, explica. O gestor salientou que o Estado já está planejando o aumento de leitos no Hospital Regional do Litoral (HRL), bem como o Ministério da Saúde está encaminhando um número maior de testes rápidos da Covid-19.

“Cada óbito não é apenas estatística, cada morte é uma família que sofre, é uma comunidade que se entristece e que fica em luto. Por isso devemos seguir trabalhando em um ambiente de isolamento domiciliar, distanciamento social, etiqueta respiratória, tomando todos os cuidados possíveis, para que os números no Paraná continuem ainda abaixo da curva do Brasil e de outros estados”, afirma Preto, alertando que São Paulo, estado vizinho, tem um número grande de casos de Covid-19. “Temos que seguir fazendo o dever de casa com o isolamento”, explica, ressaltando que a economia, com atividades essenciais, devem seguir vigente.

“Em Paranaguá, Campo Mourão, outros locais que houve um número maior de óbitos, estamos investigando comunitariamente também alguns pontos de contactuantes”, explica Preto.

200 pacientes curados 

“Os hospitais do Paraná estão atendendo com muita firmeza a pandemia do Coronavírus. Agradecemos à direção dos hospitais, bem como o corpo técnico de cada uma dessas estruturas. Estamos lutando muito. Óbvio que o número de casos vai crescer, mas temos que continuar estudando e avaliando para podermos poder passar por este momento”, ressalta o secretário, salientando mais de 550 registros confirmados de doença, cerca de 200 casos de pacientes foram curados da Covid-19 no Paraná. “Tivemos óbitos, mas a grande maioria das pessoas vai sair com saúde para continuar vivendo aqui no nosso Estado”, acrescenta. 

Isolamento social 

“Vamos manter esta organização no Paraná. Queremos a compreensão da população de estar nos ajudando e colaborando com quem trabalha na saúde, evitando circular nas ruas, ficando em casa e saindo só quando necessário. A aglomeração tem que ser evitada. O transporte público não pode ter ônibus lotados, pois isso propaga o vírus. Se o ônibus tiver cheio não entre, espere outro, agende outro horário, e assim por diante”, explica Ratinho Júnior. 

Segundo o governador, é essencial não ter data definida para o fim do isolamento social no Paraná. “Não temos um prazo exato para o fim da pandemia. Há um cronograma de que em 90 a 120 dias é um período no mundo onde há a diminuição dos casos e retorno à normalidade no dia-a-dia das pessoas. Nosso decreto não proibiu todos os nichos de mercado e trabalho, fizemos uma orientação para manter o que é ssencial no dia-a-dia das pessoas em logística, indústria de alimentos, saúde, enfim, a orientação é que isso não pudesse parar. Um exemplo é o Porto de Paranaguá que tem batido recordes de exportação”, acrescenta.