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Coronavírus

Paraná alcança 17 laboratórios credenciados para testes da Covid-19

Expectativa é alcançar 12 mil exames RT-PCR em Londrina nesta primeira etapa (Foto: Gerado Bubniak/AEN)

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A rede laboratorial pública que faz o mapeamento do novo Coronavírus no Paraná ganhou um reforço importante nesta semana com o início das testagens no laboratório do Hospital Universitário de Londrina, na região Norte. Foi o 17.º laboratório, entre públicos e privados, inserido na rede da Secretaria da Saúde desde o começo da pandemia. Essa estratégia ajuda a traçar um panorama cada vez mais fiel do número de casos de Covid-19 no Estado.

A expectativa é alcançar 12 mil exames RT-PCR em Londrina nesta primeira etapa, já nas próximas semanas, mas o laboratório quer operar de maneira ininterrupta para pacientes da região, a depender da aquisição dos reagentes necessários para a realização dos testes. Esse é o exame mais completo para detectar a doença, chamado de padrão gold ou teste molecular, feito a partir de material coletado na garganta e no nariz dos pacientes com auxílio de uma haste parecida com um cotonete.

O credenciamento é organizado a partir do Laboratório Central do Estado (Lacen-PR), em São José dos Pinhais. A unidade é referência no Paraná e tem capacidade para identificar 21 vírus respiratórios de uma só vez. Até meados de março, todos os diagnósticos passavam por validação no laboratório, mas a nova metodologia, elaborada a partir de um decreto do governador Carlos Massa Ratinho Júnior, permitiu a criação de uma cadeia de mapeamento por todo o Estado.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, além da estrutura montada em Londrina, outros 16 laboratórios da rede pública (municipal/estadual/federal) e privada já estão credenciados.

A Unidade de Apoio foi uma adição fundamental a essa rede e conta com colaboração do Lacen-PR. A estrutura, localizada em Curitiba, é fruto de uma parceria entre Fiocruz, Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) e Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar). Os primeiros diagnósticos positivos originados nessa unidade foram incluídos no boletim de 24 de abril, mas esta semana marca o início de um programa de testagem em massa. A previsão é de 5 mil novos testes apenas até o próximo domingo (também do método RT-PCR) e 5,6 mil por dia quando a operação estiver completa.

Os reagentes e os kits já começaram a ser distribuídos aos 399 municípios pela Secretaria de Saúde. A unidade será referência para toda a região Sul e aumentará o número de testes na rede pública em até 830%.

Completam a rede os laboratórios que não precisam passar por processo de credenciamento porque já fazem parte da estratégia nacional de enfrentamento da Covid-19. Ou seja, exames realizados por paranaenses nos laboratórios centrais de outros Estados ou nas instituições federais (Instituto Evandro Chagas e Fiocruz) também integram o boletim epidemiológico do Estado.

Importância

O aumento paulatino dessa rede permite diagnóstico rápido e ação mais eficaz dos médicos que estão na linha de frente, mapeamento mais fiel da circulação do vírus no Paraná e possibilidade de adoção de novas políticas públicas, como aumento do isolamento social e reforços pontuais na rede hospitalar.

“Desde o começo essa foi uma estratégia fundamental. A testagem em massa nos dá uma radiografia importante para tomar decisões. Conseguimos estruturar essa rede em pouco tempo e somos um dos Estados com maior volume de testes”, explicou o governador Carlos Massa Ratinho Júnior.

Ele ressaltou que as aeronaves do Governo do Estado foram colocadas à disposição desde o início de março para ajudar na logística do transporte das amostras de cidades do Interior até o Lacen – já foram coletadas 6.486 amostras nesse sistema em 337 horas de voo, ou 14 dias ininterruptos.

Essa estratégia de testagem ampla é parte do planejamento da Secretaria da Saúde de levar mais segurança aos paranaenses. “Os municípios receberam 230 mil testes rápidos nas últimas semanas, temos toda a rede integrada de laboratórios e a nova unidade no campus do Tecpar para atender à demanda do Sars-CoV-2, vírus que causa a Covid-19. Estamos respondendo a essa crise com planejamento, responsabilidade e ação”, disse o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.

No Paraná, os testes são direcionados a pacientes e profissionais da saúde e segurança pública. A Copel aportou R$ 5 milhões na semana passada para ajudar o Governo do Estado na compra de novos testes. Serão 200 mil novos kits de coleta para RT-PCR.

O decreto 4.261/2020, publicado pelo governador em 18 de março, ajudou a ampliar a testagem em nível estadual com a mudança de metodologia permitida pelo Ministério da Saúde. O texto normatizou o cadastramento dos laboratórios no Sistema Nacional de Laboratórios de Saúde Pública (Sislab). Uma vez habilitado, ele se compromete com o Estado a informar diariamente ao Centro de Informações Estratégicas e Respostas de Vigilância em Saúde (CIEVS) os dados dos exames, inclusive dos casos suspeitos. Amostras de casos graves e ocorrências de óbitos são enviadas ao Lacen imediatamente.

O credenciamento engloba critérios sanitários da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); comprovar a existência, no laboratório, de biologista molecular com experiência mínima de um ano na realização de testes baseados em RT-PCR; informar o Lacen sobre a metodologia de detecção da Covid-19; possuir Laboratório de Contenção NB2 para manipulação de amostras e disponibilidade de EPIs adequados a este nível de contenção; e enviar ao Lacen amostras com resultado detectável, em quantidade e volume determinados pela equipe técnica, para verificação de desempenho do teste.

Fonte: AENPR