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Coronavírus

Não contemplados podem gerar reclamação em plataforma on-line

É possível que qualquer cidadão solicite acesso a informações

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Mais de mil pessoas entraram em contato com a plataforma Fala.Br, desenvolvido pela Controladoria Geral da União, na última semana, para reclamar por não terem sido contempladas com o auxílio emergencial pago pelo Governo Federal. O auxílio, que será pago em três parcelas de R$ 600, é destinado aos trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregados que perderam renda por causa da pandemia do novo Coronavírus (Covid-19).

Segundo a Controladoria-Geral da União (CGU), responsável pelo Fala.BR, 1.077 (68%) das manifestações sobre o auxílio emergencial, apenas nos últimos sete dias, são de pessoas que tiveram o benefício negado. “Nas manifestações, os cidadãos alegam se enquadrar nas exigências por estarem desempregados, sem vínculos, ou não se encontrarem na situação descrita como motivo de negativa do benefício, e pedem revisão ou alguma medida para receber o auxílio devido”, explicou um relatório da CGU.

O relatório mostra que ainda existem muitas dúvidas da população sobre o auxílio. A plataforma também identificou reclamações de falta de orientação e dificuldades de solicitar reanálise no pedido. “Há, por exemplo, relatos de pessoas que tiveram dificuldades de contestar a negativa por meio do aplicativo, tendo em vista supostos erros que ocorrem na solicitação, e pessoas que não conseguiram soluções pelos telefones tridígitos apropriados”.

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, atribuiu as longas filas vistas nos primeiros dias do pagamento às dúvidas das pessoas sobre o auxílio. Segundo ele, 60% das filas eram compostas de pessoas que não tinham certeza se tinham direito de receber, e tinham dúvidas a tirar. Ele acrescentou que 30 milhões de pessoas que solicitaram o auxílio não estavam habilitadas para recebê-lo.

O auxílio está sendo pago para trabalhadores informais de baixa renda e a beneficiários do Bolsa Família. O projeto de lei, já aprovado no Congresso, que amplia o pagamento para mais categorias, ainda depende da sanção do presidente da República para entrar em vigor.

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Fonte: Agência Brasil