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Coronavírus

Médico alerta para os perigos da automedicação durante a pandemia

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Em tempos de pandemia do novo Coronavírus, muitas pessoas acreditam em notícias falsas e em soluções “mágicas” para tratar a Covid-19, algo que pode colocar em risco o paciente, sua saúde e sua vida. O médico atuante em Paranaguá, Jhonatan Aredes, alerta quanto aos perigos da automedicação, bem como destaca a importância de que os pacientes sempre busquem atendimento de saúde adequado, com atendimento e medicação indicada pelo profissional analisando caso a caso. Segundo ele, a melhor forma de prevenção continua sendo o distanciamento social, a higienização e uso de máscara.

“A liberdade e facilidade do acesso à informação na Internet e nas redes sociais têm sido alvo de frequentes discussões na sociedade científica, justamente porque não há segurança e fidelidade de informações, na grande maioria dos casos, nas fontes disponíveis na rede on-line. É importante buscar as informações onde elas realmente foram editadas, orientadas e aprovadas pelos órgãos de saúde responsáveis na sua localidade, inclusive na sua forma de veiculação (rádio, jornal, TV e sites confiáveis). Temos visto cada dia mais fake news trazendo desinformação e confundindo as pessoas, e isso tem causado uma antecipação de um caos que poderíamos ter evitado se as orientações corretas fossem seguidas de maneira responsável”, explica Aredes. “Tomar o remédio A ou B porque viu em grupo de WhatsApp ou ignorar as orientações dadas pelo serviço de saúde jamais promoverá a correta prevenção ou combate a essa doença”, complementa.

Segundo o médico, não há ainda um tratamento específico e um protocolo único para a Covid-19, porém há estudos de tratamentos e medicação avançando na comunidade científica. “No entanto, o seu médico sempre decidirá junto com você qual o melhor tratamento, avaliando o risco, os benefícios, efeitos colaterais e toda a história pregressa do paciente, priorizando primeiramente fazer o bem. Não é desejável que o paciente se automedique, a fim de prevenir a contaminação, porque é possível que ocorram efeitos colaterais que ponham sua saúde em risco. A melhor forma de evitar a contaminação continua sendo lavar as mãos frequentemente, utilizar álcool em gel e o distanciamento social”, reforça, destacando também o uso de máscara.

Como agir em caso de suspeita

Segundo Jhonatan Aredes, em caso de suspeita de Covid-19, o paciente deve procurar atendimento médico quando houver sintomas moderados ou graves, como tosse, cansaço, falta de ar, dor no corpo e febre alta. “Dessa forma, evita-se a lotação dos serviços de saúde da cidade de maneira desordenada”, explica. “Se apresentar sintomas leves como um resfriado, com tosse, coriza, febre baixa ou ausência de febre, a orientação é que o paciente mantenha-se em isolamento domiciliar fazendo o uso de medicamentos sintomáticos (Paracetamol, Dipirona, Ibuprofeno), além de se manter bem hidratado. Essa conduta permite que o paciente que esteja contaminado não contamine outras pessoas nas unidades de saúde, e se for só um quadro gripal, que não se contamine. A ideia é não superlotar as unidades que já estão lotadas, e aumentar a disseminação do vírus”, explica.

O médico afirma que o tratamento para a doença vai ser baseado na sintomatologia do paciente, na sua história clínica e na avaliação realizada pelo médico. “O paciente será avaliado individualmente e caberá ao médico decidir, juntamente com o paciente, a melhor escolha. Não há tratamento específico ainda, e tudo o que temos visto sobre tratamento e medicações para Covid-19 ainda está em estudo”, acrescenta.

Prevenção

“Acredito que todos os esforços da rede pública de saúde têm sido bem direcionados na prevenção da transmissão do vírus. Vivemos uma fase de transmissão comunitária, em que não é mais possível definir a origem da contaminação. Manter o isolamento social, bem como o uso de máscaras, tem impacto direto no número de casos registrados diariamente. Se estamos aumentando o número de casos, é porque essas orientações não têm sido adotadas corretamente. Sabe-se que uma pessoa infectada pode contaminar outras seis pessoas. Assim sendo, se você for o portador, mesmo que assintomático do vírus, poderá estar contaminando outras seis. Ou ser a vítima de alguém que não tem tomado as precauções necessárias”, finaliza o médico.