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Coronavírus

Hospital Regional do Litoral atinge quase 100% de ocupação na UTI da Ala Covid-19

UTI na Ala Covid-19 deve receber mais cinco leitos nos próximos dias (Foto: AEN/Funeas)

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Hospital Regional do Litoral atinge quase 100% de ocupação na UTI da Ala Covid-19

Diretor-geral do HRL, Giovani Souza, ressalta que foi feita ampliação de mais 15 leitos de enfermaria para atendimento à pandemia

A situação do atendimento à pandemia de Covid-19 no Hospital Regional do Litoral (HRL) é tensa. A informação é do próprio diretor-geral do HRL, Giovani Souza, que explicou o esforço da gestão do hospital para ampliação de leitos desde o início do período pandêmico no litoral do Paraná. O Hospital Regional é referência para atendimento na área de saúde pública nos sete municípios da região. O crescimento de casos de Coronavírus nas últimas semanas fez com que na segunda-feira, 22, o HRL atingisse quase 100% de ocupação na sua Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Além disso, a ocupação na enfermaria crescente fez com que mais 15 leitos fossem ampliados na Ala Covid-19 na sexta-feira, 19. O gestor afirma que, apesar de o momento da pandemia ser preocupante, o HRL não está entrando em colapso e que o hospital está preparado para seguir atendendo pacientes com Coronavírus de acordo com os ciclos da pandemia.

“Estamos vivendo um momento crítico da pandemia de novo. Já tivemos vários picos, vários momentos no litoral do Paraná. O HRL é o hospital de referência para os sete municípios da região, nós começamos com 10 leitos de UTI e 10 de enfermaria e, conforme o ano foi andando e a pandemia avançando, nós fomos expandindo os leitos também. O HRL é um dos cinco maiores hospitais públicos do Paraná, é um hospital da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), mantido sua administração pela Funeas (Fundação Estadual de Saúde)”, afirma o diretor.

Segundo Souza, atualmente o HRL na Ala Covid-19 conta com 25 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para casos graves e 25 leitos de enfermaria para pacientes moderados, bem como outros 14 leitos de UTI geral. “Temos hoje 23 pacientes confirmados e dois suspeitos que estão na UTI da Ala Covid-19, então quase 100% de ocupação, e temos na Enfermaria 1, que tem 10 leitos, 100% de ocupação, e na Enfermaria 2, que tem 15 leitos e foi aberta na sexta-feira, 19, já estamos começando a ocupar. Até uma semana atrás o nosso problema era enfermaria e agora o nosso problema passou a ser UTI. Isso muda todo dia, todo dia está mudando a situação na região, mas a nossa equipe, junto com a equipe da Sesa e Funeas, está toda organizada no sentido de buscar alternativas. 

“Neste momento, tanto a Funeas e sua direção técnica, quanto à superintendência de hospitais próprios do Estado, junto com a 1.ª Regional de Saúde (1.ª RS) do litoral da Sesa está avaliando a possibilidade de se conseguir ampliar algum leito a mais da UTI na estrutura, pois todos os leitos que temos no hospital podem ser transformados em uma UTI, que é um leito de cuidado intensivo com um monitor multiparamétrico e um respirador. A situação hoje é tensa, mas tendo um cuidado todo de gestão com todos os envolvidos”, afirma o diretor-geral.

Ampliação de leitos

O diretor-geral destaca que o momento atual, apesar de preocupante, não é de colapso no atendimento do hospital à pandemia. “Nós tivemos vários ciclos durante todo o período de pandemia até aqui. Houve momentos em que se estrangulou o sistema, mas encontramos alternativas e voltamos a ganhar um espaço de tempo e da mesma forma isso ocorre agora. Estávamos chegando ao limite de ocupação de 100% dos leitos de UTI e enfermaria e o hospital hoje é do Estado, da Sesa, mas com gestão pela Funeas. De pronto-atendimento, a 1.ª Regional de Saúde, através do diretor Abreu, e a direção da Funeas e Sesa, prontamente estruturamos os 15 leitos de enfermaria extra”, explica. “Estamos conversando sobre a possibilidade de expandir os leitos de UTI. Toda a nossa equipe da Funeas e Sesa, junto com as equipes da 1.ª RS e do HRL, estão trabalhando no sentido de ampliar a possibilidade de leitos de UTI”, afirma.

Equipes

Segundo o gestor, cada vez que é ampliado um leito, é necessária uma equipe complementar de profissionais da saúde. “É uma equipe multiprofissional que envolve enfermeiro, técnico, médico e fisioterapeuta. Neste momento, a Funeas fez um credenciamento para chamar esses profissionais para que eles possam compor a equipe. Temos este apoio da gestão da Funeas e Sesa para chamamento de profissionais. Existem profissionais com contrato aberto neste sentido, conforme os leitos forem ampliados, onde podemos chamá-los para compor as equipes”, detalha.

Mais cinco leitos de UTI

Souza ressalta que é necessário planejar as ações dia por dia, com acompanhamento contínuo da situação da pandemia. “No dia de hoje temos uma necessidade de UTI. Há cinco dias havia uma necessidade de Enfermaria, abrimos então leitos neste setor, mas no dia de hoje, quando observamos a situação, há a necessidade da UTI. A cada período nós fomos abrindo cinco leitos de UTI ou de enfermaria, então neste momento atual teríamos necessidade de mais cinco leitos de UTI e é o que estamos avaliando com as equipes médicas, com as empresas que estão nos ajudando no sentido de complementar o apoio à estrutura que já temos. A direção técnica da Funeas, Sesa e 1.ª RS, respectivamente, estão avaliando esta possibilidade. Acreditamos que isso deverá ser resolvido até terça-feira, 23”, destaca.

Próximos dias

Segundo o gestor, o HRL está preparado para atender a situação da pandemia nos próximos dias. “Todos nós, em conjunto, continuaremos a fazer o planejamento para não deixar com que a população aqui do litoral venha a ter desassistência. Nunca tivemos neste um ano de pandemia isso. Continuaremos atentos, ajudando a resolver o problema da pandemia na região, até que as vacinas possam ser disponibilizadas a toda a população e a gente possa superar isso. Temos pela frente provavelmente mais seis a sete meses de enfrentamento”, observa, destacando que a imunização é feita em duas doses, demandando tempo e logística.

Mensagem à população

“O tempo está passando rápido e as coisas acontecem muito rápido. Fica o meu chamado à população, estamos vivendo um período diferente, pela primeira vez no Brasil não tivemos Carnaval, pela primeira vez no País tivemos uma pandemia desta proporção, algo que aconteceu também no mundo todo. É um tempo diferente, é importante que a população compreenda isso, que os jovens ajudem e não se aglomerem”, afirma, destacando uma situação preocupante em todo o litoral, frisando um crescimento em Guaratuba e Pontal do Paraná. “Em proporção a sua população, são os municípios que mais têm pacientes aqui no hospital, então, depois de Paranaguá, que é o maior município, Guaratuba tem oito pacientes internados e Pontal do Paraná tem oito pessoas internadas também, seja na enfermaria ou UTI”, observa.

“Estamos olhando tudo que está acontecendo na região. O Hospital Regional acaba sendo o farol de todos os sete municípios, buscando trazer pacientes mais complexos e graves, até porque nós temos uma estrutura, com laboratório, raio-x, tomografia e exames complementares 24 horas, sete dias por semana. Somos a referência no atendimento em função desses recursos estarem mais acessíveis. Precisamos que a população continue prestando mais atenção, com rigor ainda maior, pois vivemos um momento mais tenso neste momento da pandemia em 2021”, finaliza Giovani Souza.

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