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Coronavírus

Fiocruz indica estabilização de casos de SRAG no Brasil

Ocorrência de casos da SRAG possui relação com cenário da Covid-19

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Foto: Josué Damacena - Fiocruz/IOC

Na sexta-feira, 11, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) emitiu o último Boletim Infogripe, que aponta a situação da Covid-19 e outras doenças respiratórias, ressaltando que o Brasil apresenta atualmente um sinal de interrupção na tendência de crescimento de casos da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). De acordo com os dados epidemiológicos, a ocorrência da SRAG é representada, em sua maioria, por casos do Coronavírus. O Paraná, segundo o boletim, apresentou um crescimento de ocorrência da síndrome nas últimas seis semanas, entretanto, isso não é observado em uma tendência de curto prazo nas últimas três semanas, segundo a Fiocruz. 

“No ano epidemiológico de 2022 já foram notificados 48.008 casos de SRAG, sendo 25.223 (52,5%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 10.756 (22,4%) negativos e ao menos 8.597 (17,9%) aguardando resultado laboratorial. O documento referente à Semana Epidemiológica (SE) 5, período de 30 de janeiro a 5 de fevereiro, tem como base os dados inseridos no SivepGripe até 31 de janeiro e indica que nas últimas quatro SE os casos de Covid-19 representam a maioria das ocorrências de SRAG, com a proporção de 87,4% de Sars-CoV-2  dentre os casos positivos, enquanto se registrou 3,9% influenza A, 0,1% influenza B e 1,4% vírus sincicial respiratório”, informa a assessoria da Fiocruz.

De acordo com a fundação, com relação à evolução dos casos e mortes decorrentes da SRAG, o informe aponta um “cenário nacional de interrupção do crescimento em todas as faixas etárias da população adulta”. “Na faixa etária de 20 a 29 anos, que já havia iniciado processo de queda no início de janeiro, observa-se possível interrupção na tendência de queda. Entre crianças e adolescentes (0 -17 anos) verifica-se manutenção da tendência de queda iniciada na virada do ano”, relata. 

Sinal de interrupção de crescimento da Covid-19 e da Influenza A

Segundo a Fiocruz, nos casos associados a outros vírus respiratórios além do Coronavírus se percebeu um aumento significativo de casos associados ao vírus influenza A H3N2 (gripe) no fim de 2021, entre o final de novembro e durante dezembro, inclusive superando registros da Covid-19 em algumas semanas no Brasil. “Embora os dados associados às últimas semanas ainda sejam parciais, há indícios de que a epidemia de Influenza já tenha retornado a volumes basais, pós-epidêmicos, tendo atingido o pico de casos nas últimas semanas de dezembro, embora a situação de cada estado seja ligeiramente distinta para cada território”, informa.

“Em relação à Covid-19, os dados relativos ao final de dezembro e à primeira semana de janeiro apontam para a retomada do cenário de predomínio da Covid-19 e manutenção do crescimento até o momento em alguns estados, porém já com sinal de interrupção no agregado nacional”, ressaltam os cientistas da Fiocruz no boletim.

Paraná e Curitiba

A Fiocruz ressalta que 15 dos 27 estados do Brasil apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a SE 5, entre eles consta o Paraná, junto com Acre, Alagoas, Amazonas, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima e Santa Catarina. “Outros cinco estados apresentam sinal de crescimento apenas na tendência de curto prazo (últimas três semanas): Amapá, Maranhão, Pará, Pernambuco e Rondônia”, detalha, retirando o Paraná desta realidade de crescimento a curto prazo

“Na Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Pernambuco, Sergipe e São Paulo observa-se sinal de queda na tendência de longo prazo, sendo que no Ceará e em São Paulo também há sinal de queda na tendência de curto prazo. No Maranhão e em Pernambuco, a tendência de curto prazo aponta nível moderado de crescimento”, aponta a Fiocruz.

Nas últimas seis semanas, a longo prazo, 14 de 27 capitais de estados do Brasil apresentaram tendência de crescimento, onde consta Curitiba, Belém, Plano Piloto de Brasília e arredores, Boa Vista, Campo Grande, Cuiabá, Curitiba, Goiânia, João Pessoa, Maceió, Manaus, Natal, Palmas, Rio Branco e Rio de Janeiro. “Em outras 7 observa-se sinal de crescimento apenas para a tendência de curto prazo (últimas três semanas): Aracaju, Macapá, Porto Velho, Recife, São Luís, Teresina e Vitória. Em Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Paulo e Vitória observa-se sinal de queda na tendência de longo prazo. Em Fortaleza, Porto Alegre, Salvador e São Paulo o sinal de queda também está presente na tendência de curto prazo. Em Recife e Vitória há sinal moderado de crescimento nas últimas três semanas”, finaliza a Fiocruz.

Com informações da Fiocruz