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Coronavírus

Diretor do HRL esclarece situação atual de leitos para atendimento de pacientes com Covid-19

Diretor geral do HRL, Giovani de Souza, explica que atualmente, 60% dos leitos estão ocupados

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O Hospital Regional do Litoral (HRL), localizado em Paranaguá, é referência em atendimentos à Covid-19 para os sete municípios da região. 

Desde quando apareceram os primeiros casos do novo Coronavírus no litoral, o HRL, em um trabalho conjunto com a Secretaria de Estado da Saúde, vem trabalhando na melhoria e ampliação do atendimento.

O diretor geral do HRL, Giovani de Souza, explica que atualmente 60% dos leitos estão ocupados, e não vê risco imediato no atendimento aos doentes de Covid-19. “O HRL é referenciado pelos sete municípios, isso acordado pela Sesa junto com a 1.ª Regional de Saúde e Funeas, que é a gestora do hospital. Hoje organizamos uma estrutura e tivemos o apoio dos empresários do porto, do Poder Judiciário, do Ministério Público, para adquirirmos equipamentos para um melhor atendimento ao cidadão aqui do litoral. Estruturamos uma ala com 10 leitos de cuidados avançados e 10 intermediários, e que podem se transformar em leitos avançados. Hoje, temos oito pacientes internados na Ala Covid em cuidados avançados. Quatro pacientes confirmados para Covid-19 e quatro em investigação. Dois pacientes internados em cuidados intermediários em investigação. Um paciente no isolamento do Posto 1 em investigação. Dois pacientes no Pronto Socorro em investigação e um paciente confirmado”, enfatiza Souza.

O diretor informa também que o Centro de Operações Especiais do Litoral se reúne semanalmente para avaliar a situação. “Temos discutido e conversado com toda a região, ontem mesmo estivemos na Regional com o diretor Abreu, estivemos com o prefeito Marcelo Roque e com a secretária Ligia e sua equipe, sempre procurando saber como está a situação do dia. Bem como temos um COI no HRL que se reúne diariamente”, explica Souza, enfatizando que a estrutura do Hospital João Paulo II está como apoio de referência dependendo da necessidade. “Estamos muito alinhados com o prefeito e com os secretários de saúde dos municípios do litoral, estamos todos envolvidos, bem como com a estrutura do Samu e Defesa Civil”, completa.     

O diretor esclarece que a preocupação maior hoje não é a questão de leitos, mas sim os técnicos de saúde. “As equipes em todos os hospitais, e isso acontece no Brasil e no mundo, com o passar do tempo foi se contaminando, ou apresentando algum sintoma que até ser diagnosticado se é Covid ou não, e demora de 5 a 7 dias, esse profissional se afasta, e nós temos os problemas com os técnicos, que são os profissionais que estão na frente. Estamos com 100% dos médicos, dos enfermeiros e dos fisioterapeutas trabalhando, mas estamos com 50% dos técnicos, e isso atrapalha muito. Mas já tomamos medidas para ajustarmos, principalmente com remanejamento de funcionários. Recebi a informação que 17 técnicos que estavam de licença estão voltando e já no dia 1.º de julho vamos ter mais um grupo de 11 técnicos, totalizando mais 28 que voltam trabalhar entre hoje e o início da semana, isso deve ajudar bastante. A fundação está ajudando a chamar ou antecipar um credenciamento de técnicos, estamos trabalhando para sanar este problema que neste momento é pontual”, alerta Souza.

“A nossa recomendação é que todo o paciente que está caminhando, e que possa procurar uma assistência médica, e que não precisa chegar ao hospital pelo Samu, o local dele não é aqui. O hospital é para pacientes que já estão acamados, que o Samu teve que ir buscar, para pacientes com problemas graves, seja qual for o motivo. Aqueles pacientes que procuram diretamente a recepção, o lugar dele não é aqui, é na atenção primária ou na UPA, para proteção dele também, pois se ele entrar hoje ele está entrando em um hospital de referência para a Covid e estará se expondo. Na atenção primária, se for constatado que o paciente necessita de internamento no hospital, a Upa o referencia para dar entrada no hospital e não ficará desassistido”, recomenda o diretor.