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Coronavírus

Diretor da 1.ª RS esclarece protocolo de atendimento da Covid-19 no litoral

Abreu reforçou que Hospital Regional está preparado para pandemia

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Na última semana, o diretor da 1.ª Regional de Saúde (1.ª RS) da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) fez um balanço da atuação do Governo do Estado junto aos municípios para prevenção e combate ao novo Coronavírus nos sete municípios da região. Ressaltando a importância estratégica do Hospital Regional do Litoral (HRL), que já está preparado para atender pacientes mais graves da Covid-19, Abreu explicou o protocolo de atendimento às pessoas com suspeita da doença, o que deve ser feito primeiramente pelas unidades de saúde dos municípios. O diretor salientou o papel da imprensa no combate a possíveis fake news sobre o Coronavírus e concedeu orientações para a população dos sete municípios litorâneos. 

Segundo o diretor da 1.ª Regional de Saúde da Sesa, José Carlos de Abreu, o Estado está atuando de forma intensiva no litoral com prevenção e combate ao novo Coronavírus. “Estamos definindo planos operacionais para atuar frente a essa crise. Estamos acompanhando a organização dos serviços em todos os municípios que também estão fazendo seus planos operacionais. Também estão ocorrendo reuniões periódicas com o Hospital Regional do Litoral que deverá receber os pacientes com maior gravidade, somente esses deverão vir ao hospital. Temos condições tranquilas de, caso haja algum caso, ele poderá ser atendido dentro de todas as normas técnicas, com segurança e sem risco aos outros pacientes, com adequado tratamento”, ressaltou.

“Estamos rotineiramente realizando reuniões com as secretarias de Saúde e prefeitos do litoral, a fim de avaliar a situação da região. Em um primeiro momento, houve um deslocamento de pessoas ao litoral, então propomos medidas para que todos entendessem que quarentena não é férias”, explica Abreu. 

De acordo com o diretor, a 1.ª RS está fazendo um trabalho conjunto com a empresa pública Portos do Paraná. “Eles se mostraram muito competentes quando fizemos todo um treinamento evitando que eventuais pessoas que chegassem contaminadas ao Porto pudessem entrar sem acompanhamento na cidade. Agora veremos outras realidades que trabalharemos no Porto”, completa.

Protocolo de atendimento 

Abreu explica que o protocolo de atendimento no HRL segue o que é recomendado para pessoas com doenças transmissíveis. “Em relação ao Coronavírus, do ponto de vista do procedimento hospitalar, não há muita alteração. O Hospital está construindo um protocolo e assim que o paciente chegar ao local na condição da suspeita ou confirmação da doença, será seguido um protocolo de isolamento, tanto para a proteção dos trabalhadores em saúde, quanto das pessoas que possam estar internadas. Temos uma equipe muito competente no HRL, a qual é capitaneada pelo diretor Giovani e pela Dra. Lucia Eneida, que é infectologista reconhecida em todo o Paraná e no País”, diz.

“Nós temos um plano estratégico no Hospital Regional que vai fazendo adequações conforme a demanda de pacientes. Temos uma estrutura que possibilita receber esses pacientes, mas se houver necessidade temos condições técnicas de ampliar com mais 10 leitos de UTI para cuidados respiratórios e ampliar mais 20 leitos de clínica médica. Estamos nos preparando para todas as situações, das mais favoráveis até a mais dramática”, ressalta Abreu.

Para onde ir em caso de suspeita 

Segundo o diretor, caso o cidadão esteja com suspeita da Covid-19, ele não deve ir ao Hospital Regional. “É importante dizer que 85% das pessoas que vão entrar em contato com esse vírus terão sintomas muito leves, ou não sentirão absolutamente nada. Dez por cento desses pacientes terão que ter algum cuidado hospitalar e 5% deles aproximadamente deverão ir para leitos de UTI. O caminho inicial para entrada na rede de serviços tem que ser através dos postos de saúde, não deve ser procurado inicialmente o hospital, porque se colocarmos pessoas suspeitas com pessoas em outras condições sem o Coronavírus e acumular naquele pronto-socorro ou hospital nós corremos riscos”, afirma.

“Além de transmitir a doença para as pessoas que estão no hospital, muitos com saúde debilitada, isso acaba comprometendo a segurança dos próprios trabalhadores de saúde. Vejam a situação grave que temos na Itália e Espanha nesse momento em que pelo menos um em cada quatro ou cinco trabalhadores dos hospitais estão doentes e internados. Nós temos que pensar que essas pessoas têm que se manter saudáveis para cuidar de quem necessita de cuidado hospitalar”, relata Abreu.

Testes

O diretor explica que atualmente não há testes suficientes para detectar a Covid-19 em todas as pessoas, algo que ocorre em todo o Brasil e no mundo. “As autoridades mundiais estão falando isso. Esses testes já existem, mas as técnicas utilizadas para a realização dos exames são muito sofisticadas. Os exames que nós temos são para confirmar os casos efetivamente suspeitos. Para ser caracterizado como suspeito algumas condições clínicas que nossos médicos e profissionais de saúde têm que atestar. Não é útil e necessário que a população corra atrás dos exames, o importante é seguir as normas de prevenção, não se aglomerar em locais públicos, evitar contatos com pessoas que possam estar doentes e, principalmente, lavar as mãos, usar desinfetantes como o álcool e permanecer em casa”, diz. 

Sintomas graves

HRL está preparado para atender casos mais graves da Covid-19

Pessoas com sintomas graves característicos da Covid-19 devem acionar a rede pública de saúde de forma imediata. “Preferencialmente devem se dirigir às unidades de pronto-atendimento, UPAs e postos de saúde. Pessoas com necessidade de atendimento hospitalar devem ser então encaminhadas. Há todo um sistema de coleta de informações que permite que a gente identifique e monitore essas pessoas. Vamos fazer esse acompanhamento, existem sistemas de informação que permitem que esses dados cheguem ao nosso conhecimento, como é o caso da dengue, sarampo e outras doenças que existem por aqui. Temos condições e experiência em ir atrás dessas pessoas, identificar seus contatos e comunicar a quem tiver este contato com a pessoa doente todas as medidas que devem ser tomadas”, acrescenta.

Abreu afirma que os casos mais graves registrados no litoral, após atendimento da rede de saúde, são encaminhados ao HRL. “Estabelecido o diagnóstico de que essa pessoa possa ter o Coronavírus, ela deverá ser encaminhada ao HRL, que é uma das 16 unidades que integram a rede de hospitais de referência para receber esses pacientes. Por isso é tão importante as pessoas não irem diretamente ao HRL, porque ali toda a nossa equipe vai estar mobilizada e foi treinada para atender os pacientes graves. As equipes estão treinadas e focadas para evitar o risco para os demais pacientes. Pacientes graves o caminho inicial será o Hospital Regional. Na pior situação, se tivermos um número de pessoas com a Covid-19 maior do que suporta o HRL, já há uma estratégia, a Sesa está contratando cerca de 100 leitos neste primeiro momento de UTI, ampliando a oferta e essas pessoas poderão ser direcionadas para outros locais”, acrescenta. 

Equipes dos municípios litorâneos

O diretor da 1.ª RS ressalta que os municípios, através das unidades e das secretarias municipais de Saúde, estão atuando de forma coordenada com a Sesa. “Isso está sendo feito com muita segurança e iremos vencer”, explica, ressaltando que no último fim de semana houve reuniões com prefeitos para organizar as ações contra o novo Coronavírus. “A intenção é alinhar todas as ações evitando sobreposição de serviço e que medidas equivocadas possam ser tomadas. Estamos trabalhando em sintonia e os nossos gestores municipais, com secretários e prefeitos, estão trabalhando de forma alinhada com a Sesa e o Governo do Estado, respaldando as medidas que estão sendo adotadas e estão sendo responsáveis com a população litorânea”, explica.

Orientações à população

De acordo com Abreu, até a segunda-feira, 23, não houve registro de casos confirmados da Covid-19, apenas casos suspeitos foram contabilizados. “Precisamos estabelecer uma relação próxima de informação. Precisamos nos cuidar com fake news, aparecerão pessoas prometendo soluções milagrosas: elas não existem. Não há vacina, não há medicamento que seja comprovadamente efetivo. Uma notícia em algum lugar do mundo vira uma verdade. Peço que confiem nas autoridades sanitárias, isso é fundamental”, relata.

“Todos os serviços de saúde estão aptos a esclarecer as situações. Evitem aglomerações. Nós precisamos tratar os diabéticos, hipertensos, pessoas com doenças crônicas, gestantes e idosos”, explica, ressaltando que infelizmente pacientes terão que aguardar por consultas.

“Pedimos para que colaborem com as medidas de prevenção. Quarentena não é férias, é um momento em que você vai fazer um isolamento social para defender você de uma exposição ao novo Coronavírus e, se você foi exposto, é uma forma de não contaminar as outras pessoas. Por isso, é absolutamente necessário isso e essa medida é universal. O mundo está parado”, afirma o diretor.