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Coronavírus

Comerciantes do Mercado ‘Nilton Abel de Lima’ falam sobre o movimento durante a pandemia

Local funciona de segunda à sexta-feira das 7h30 às 18h

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Desde a segunda quinzena de março quando iniciou o  período de isolamento social, provocado pela pandemia do Covid-19, os setores ligados ao comércio tem sentido diretamente a queda nas vendas. Alguns segmentos como os alimentícios, que são essenciais, também apresentaram redução na venda. 

No mercado municipal  Nilton Abel de Lima, por exemplo, que é tradicional através de permissionários que já atendiam no antigo mercado, as vendas caíram 50%. Antes da pandemia o movimento no local registrava cerca de 300 pessoas por dia, hoje cerca de 100 clientes vão ao mercado diariamente.

O comerciante Neyvaldo Uyetaqui ressalta que até mesmo os clientes mais tradicionais sumiram. “Entendemos que estamos vivendo um período que depende muito deste isolamento para voltarmos ao normal. Enquanto isso estamos trabalhando em horário reduzido já que não estamos abrindo aos sábados e domingos. A maioria dos meus produtos são perecíveis como as hortaliças e as vendas estão fracas, estamos armazenando no freezer como alternativa para preservar por mais tempo”, conta.

Neyvaldo Uyetaqui trabalha com produtos perecíveis

No box ao lado, trabalha o comerciante Ricardo Ishii. Ele ressalta que as vendas eram maiores nos finais de semana. “Trabalhamos de Segunda a sexta-feira das 7h30 às 18h, e atualmente nosso movimento caiu mais de 50%. Sábados e domingos estamos  fechados, estes eram os dias mais fortes para gente. Alguns produtos que tem procura são as frutas, como laranjas e bananas. Vamos esperar normalizar”, explica.

Marilu Nunes e Alberto Nunes acreditam que a situação possa ser normalizada em julho

A situação é parecida no box do casal Marilu Nunes e Alberto Nunes. Com muita paciência, eles acreditam que a situação possa ser normalizada em julho. “Nós apoiamos o prefeito Marcelo Roque, pois ele esta tentando ajudar a cidade, mas a população não tá ajudando da forma correta. Podemos citar não só o coronavirus como também a dengue que voltou. A população tem que colaborar com a cidade limpando seu quintal para tirar a dengue da na nossa cidade.  O prefeito está fazendo parte dele e a população precisa ajudar independente da situação. Creio que em julho podemos voltar ao normal mas o coronavírus ainda vai continuar até que haja uma vacina ”, aponta a comerciante Marilu Nunes.

Rodrigo Sizanoski ressalta que a procura por produtos naturais não sofreu queda nas vendas

No box do Rodrigo Sizanoski, que atua no ramo há 17 anos, a situação é diferente. Isso porque ele comercializa produtos medicinais que fazem parte do uso diário de pessoas que utilizam as ervas como tratamento. “O movimento continua quase que normal. Podemos dizer que reduziu 15%. Alguns não estão vindo de medo por causa da situação, mas a base de nossa clientela ainda se mantém porque necessitam dos produtos naturais em suas medicações. Por exemplo, tem gente que toma seu chá de ervas diariamente,  é como um tratamento que não pode parar”, destaca.