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Comunicação

Jornalista da Portos do Paraná reforça importância da profissão em funções de liderança e gestão

Núria Bianco é concursada na empresa pública e assessora especialista da Presidência do Porto

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Foto: Rodrigo Félix Leal

Na quinta-feira, 7 de abril, se comemora o Dia do Jornalista, profissão essencial não somente para a democracia e a sociedade, como também pela capacidade de colocar os relacionamentos entre as pessoas e a coexistência dos indivíduos, algo que faz com que profissionais de comunicação ocupem papéis de liderança e gestão, o que é exercido por Núria Fernanda Tribulato Bianco, jornalista concursada da empresa pública Portos do Paraná, que também exerce a função de assessoria especialista da Presidência.

Núria Bianco, que possui extenso currículo profissional desde 2008, formada em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e com pós-graduação pela Unibrasil em Marketing Eleitoral, pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) em Comunicação Política e Imagem pela HSM University em Gestão Estratégica de Marketing, Comunicação Organizacional e Negócio, cursando MBA em Engenharia Portuária pela IPOG, entre outros itens curriculares, destacou a importância da função jornalística para a sociedade em tempos de “fake news”, bem como a necessidade de contínua reinvenção da profissão, destacando a sua atuação na Gerência de Comunicação (Gecom) e na Portos do Paraná com foco na evolução na assessoria de imprensa e na relação do Porto com a comunidade.

Núria destaca que conta com especialização em Marketing Digital, Imagem, Gestão Estratégica, Comunicação Organizacional e Negócios, possuindo experiência em coordenação de equipes, lançamento de novos produtos, gestão de projetos e orçamentos, campanhas publicitárias, endomarketing, experiência do cliente, conteúdos multiplataformas, mensuração de resultados, eventos e gestão de crises organizacionais, áreas que convergem no ambiente jornalístico e da comunicação.

“As pessoas têm uma visão muito simplista do que é o jornalismo, pensam sempre no repórter de redação, alguém com um bloco de notas e um discurso político. Raramente alguém pensa no jornalista como gestor, atuando no planejamento, tomada de decisões, liderança. A gente vê posições estratégicas nas empresas, mesmo as jornalísticas, serem ocupadas por administradores, economistas, contadores. Isso, para mim, fala muito sobre como a profissão é desvalorizada, como ainda é vista como sendo muito aquém do pode ser”, observa.

Tecnologia x senso de humanidade

“A questão de ter cada vez mais pessoas sem formação criando conteúdo é natural. Qualquer um com um celular na mão pode divulgar uma notícia.  A tecnologia tirou essa exclusividade dos veículos de comunicação tradicionais. O que a tecnologia não tirou é o grande senso de humanidade que os bons jornalistas têm. Nosso grande diferencial é que colocamos pessoas no centro de nossas histórias. É esse sentido que nos faz ter responsabilidade com nossas fontes, que nos garante que uma estratégia de endomarketing faça sentido ou que uma ação de assessoria de imprensa dê resultado. O jornalismo precisa se reinventar, não como o único pilar da troca de informações, mas como peça fundamental de uma transformação de relacionamentos interpessoais”, ressalta a jornalista.

Função jornalística além do que se vê

De acordo com a profissional, a função jornalística é importante tanto no cotidiano das redações, em jornais e veículos de imprensa, como em papéis de liderança e de divulgação de resultados no setor empresarial. “As notícias são lidas por pessoas. Os produtos são comprados por pessoas. Os clientes são pessoas. Os funcionários de uma empresa são pessoas. Não importa o setor, tudo se resume a construir relacionamentos entre pessoas. As redes sociais têm cobrado que empresas e profissionais sejam mais reais. E esse processo de construção não pode ser vazio, afinal, as pessoas com quem você fala vão saber a diferença entre o que você divulga e o que você entrega. Não é marketing, não é mídia paga. É uma visão muito mais ampla, que a função jornalística pode e deve assumir. O jornalista, acima de tudo, é um grande apaixonado por pessoas”, acrescenta.

O histórico profissional de Núria reforça que ser jornalista é ocupar diversos espaços, além do que se pensa tradicionalmente da profissão, ao exemplo dela, que já foi jornalista da Agência Estadual de Notícias (AEN) e da Associação Nacional dos Detrans, coordenadora de Jornalismo da Secretaria de Estado do Trabalho e chefe de Comunicação do Detran Paraná, trabalhos desempenhados de 2008 para cá.  Somente na Portos do Paraná, como concursada, ela já atuou como analista de comunicação, gerente de comunicação e marketing, sendo atualmente, assessora especialista da Presidência.

Portos do Paraná, jornalismo e proximidade com a comunidade

O jornalismo sério é fundamental e ajuda a combater a desinformação, a polarização política e a falta de profissionalismo”, ressalta (Foto: Rodrigo Félix Leal)

Segundo Núria, a sua atuação na Portos do Paraná sempre focou em divulgar tanto em conteúdos de texto tradicionais, como trazendo formas inovadoras de noticiar e colaborar com a imagem do Porto junto à sociedade. “A atividade portuária sempre foi muito restrita, tem muito assunto técnico, termos difíceis e números que são um pouco assustadores. Quando o porto aparecia no jornal, o público se identificava com as matérias negativas, mas não enxergava quais eram as vantagens apresentadas nas matérias positivas. Com as redes sociais, as reclamações com os temas da cidade eram infinitamente maiores do que os retornos por recordes operacionais, por exemplo. Quando o Luiz Fernando Garcia da Silva, diretor-presidente da Portos do Paraná, me convidou para ser gerente do setor no início desta gestão, em 2019, ele reforçou que queria uma comunicação que falasse com os moradores do Litoral. O desafio que ele me propôs era que o trabalho seguisse a determinação do governador Ratinho Júnior para que o porto olhasse não só para o mar, mas também para a terra”, detalha. 

“E foi isso que fizemos. Colocamos as pessoas no centro de toda nossa estratégia de comunicação. Criamos um novo perfil do Instagram (@portos_parana) que tem uma linguagem bem-humorada, uma nova intranet para o público interno, grupos de Whatsapp exclusivos para cada tipo de interesse, uma newsletter semanal só para comunidade portuária e um programa de rádio só para caminhoneiros. Ou seja, ampliamos a quantidade de canais, de acordo com quem estará recebendo a informação. Com uma visão centrada no usuário adequamos o conteúdo, a linguagem e até o tom de voz que usamos. Os resultados foram muito além do que a gente planejava, com a criação de um sentido de comunidade e de orgulho”, ressalta a assessora da Presidência.

Atualmente, a jornalista afirma que a Portos do Paraná, por meio da Gecom e da administração, busca explicar as limitações do Porto, detalhando, por exemplo, por que não se pode arrumar uma rua fora da poligonal. “E a própria comunidade nos defende quando percebe que algumas críticas não têm fundamento. Abrimos espaço para os conteúdos produzidos por práticos, operadores de shiploader, trabalhadores. E tudo isso graças à liberdade que nossa equipe recebeu para criar e testar. Temos um time super profissional, com dois analistas portuários especialistas em comunicação social, que são concursados e têm formação em jornalismo, três jornalistas comissionados, um publicitário e um fotógrafo, além de uma técnica administrativa e gerente”, explica Bianco.

Jornalismo é essencial e não faltam exemplos

Núria reforça que o jornalista é essencial para trazer à comunidade conteúdos com respaldo científico e com dados confiáveis da administração pública e do contexto empresarial. “O jornalismo sério é fundamental e ajuda a combater a desinformação, a polarização política e a falta de profissionalismo. No início da crise do Covid, antes mesmo da Anvisa declarar pandemia, sofremos muito com “fake news” que se espalhavam na internet. A imprensa nos ajudou a esclarecer cada dúvida e, assim, reduzir o medo que se espalhava naqueles primeiros dias. O porto, que nas redes era acusado de ser foco do vírus, mostrou, com a ajuda dos jornais e jornalistas, que realizava um controle rigoroso no cais e no pátio de caminhões. A população entendeu e 90% dos trabalhadores disseram se sentir mais seguros no porto do que fora dele”, exemplifica.

Aos colegas jornalistas do litoral, do Paraná e do Brasil, Núria Bianco reforça que o momento é de persistir, de se reinventar e de se auto-valorizar. “Não se acomodem. Não se diminuam. Não desistam. A gente pode muito mais do que a maioria das pessoas supõem e o mercado precisa de gente com as aptidões que o jornalismo nos proporciona. Não se prendam a estereótipos e tenham a certeza que temos capacidade de ir muito mais longe”, finaliza.