Na noite da segunda-feira, 31, a Rede Feminina de Combate ao Câncer (RFCC), regional de Paranaguá, realizou a 1.ª Prestação de Contas Públicas, referente ao ano de 2025. Na ocasião, foram apresentadas as ações realizadas pela entidade, os resultados alcançados e a aplicação dos recursos ao longo do último ano. Além disso, a instituição também apresentou o Projeto de Crescimento e Expansão, que prevê os próximos passos de ampliação da rede. O evento aconteceu no auditório do Instituto Superior do Litoral (Isulpar).
A presidente da RFCC, Luciana Picanço, destacou que a prestação de contas representa transparência, responsabilidade e respeito por cada pessoa que acredita e apoia a instituição. “Tenho muito orgulho de tudo o que construímos. Esta prestação de contas representa mais do que números. Cada resultado apresentado é fruto do trabalho dos nossos voluntários, da confiança dos nossos parceiros e, principalmente, do compromisso de transformar vidas”, disse.
“Ver a rede crescendo, ampliando seus projetos e fortalecendo o atendimento às famílias nos mostra que estamos no caminho certo. Como presidente, meu maior orgulho é saber que cada recurso recebido se transforma em acolhimento, cuidado e esperança para quem enfrenta o câncer”, concluiu.

Tesouraria
A tesoureira da RFCC, Vandecy Dutra, destacou que, em 60 anos de atuação da entidade, esta foi a primeira prestação de contas pública realizada pela instituição. “Existem 60 anos de conta, mas não existia esse hábito, essa norma. E nós que entramos no ano passado, decidimos que teríamos que prestar conta de todo o dinheiro que recebemos. Por quê? Nós recebemos recursos de pessoas físicas e pessoas jurídicas. Então, nada mais do que justo mostrar para eles onde esse recurso está sendo utilizado”, afirma Vandecy.
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Segundo a tesoureira, além de todo o atendimento realizado ao longo de 2025, um dos destaques dos investimentos foi a reforma da Casa Rosa, localizada na rua Princesa Isabel, no Centro de Paranaguá. “O último ano foi de desafios, porque nós tínhamos já comprado a casa e resolvemos dar finalidade a essa casa de maneira mais organizada, sistemática e dar mais assistência aos nossos assistidos. Fizemos uma reforma adequando consultório, almoxarifado, sala de reuniões, sala de cursos, justamente para não só ser assistencialista, mas assistencial a essas famílias”, explica.
“Foi um desafio grande, porque você tem que buscar recursos, fazer a reforma e trabalhar com isso. Então, nós vencemos esse desafio, terminamos com superávit. Para nós essa foi a maior vitória. E agora já iniciamos o primeiro semestre e também com muitos ajustes, mas com muita gratidão, porque as pessoas que têm ajudado de coração e têm mantido a rede hoje com muita qualidade”, frisou.


“A Rede Feminina do Combate ao Câncer está de portas abertas para todos que desejarem entrar, virem participar, contribuir e conhecer o nosso trabalho”, ressalta a tesoureira Vandecy.
Projetos e recursos
A diretora de Projetos e Captação de Recursos da RFCC, Vivian Régia Vale de Oliveira, destacou alguns dos projetos da rede que já foram apresentados em editais. “Nós temos já alguns projetos que já foram apresentados para editais como, por exemplo, projetos pela Fundação Cargill, já num processo de avaliação, aprovados numa primeira instância e ainda em andamento, na avaliação. Nós temos projetos aprovados no Banco de Projetos do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa, aqui de Paranaguá, que já está em fase de captação, com algumas empresas parceiras já acreditando no projeto e destinando recursos parciais para ele, mas nós ainda precisamos estimular a sociedade parnanguara, as empresas e toda a comunidade a contribuir ainda mais com a rede”, salienta.
Segundo Vivian, a nível estadual, a rede busca projetos junto à Secretaria do Desenvolvimento Social e Família, por meio de emendas parlamentares. “Nós já temos projetos sendo avaliados nessa instância e também temos buscado junto ao Ministério da Saúde (MS) fortalecer institucionalmente e documentalmente a Rede Feminina de Combate ao Câncer, para que a gente possa buscar recursos via Pronon, que é um programa nacional de atenção oncológica”, destaca.
75 pacientes atendidas
Hoje, a RFCC atende 75 pacientes. “Não são apenas 75 pacientes, elas trazem toda uma história, uma família, uma rede que necessita de cuidados. E esses projetos que a gente vem apresentando possibilitará ampliar os cuidados, os serviços que a rede hoje vem ofertando”, afirmou. “Todos os esforços da rede, nós temos empregado para que consigamos fazer um movimento, mobilização, que as pessoas compreendam que cada um, seja empresa privada ou física, pode contribuir de alguma forma para que esses 60 anos de história da rede continue cuidando e atendendo cada vez mais pessoas”, finaliza Vivian.





