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Ciência e Saúde

Luzes artificiais podem trazer danos para a pele

Farmacêutica explicou como aplicar corretamente o filtro solar

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Foto: Ilustrativa/Pixabay

Apesar de ser um produto facilmente encontrado em farmácias e em lojas de cosméticos, o filtro solar ainda gera muitas dúvidas entre a população. E não são apenas os raios solares que exigem a proteção da pele com os produtos, luzes artificiais, emitidas por telas e lâmpadas também podem ser prejudiciais. A farmacêutica pós-graduanda em estética, Jéssica Torquetti, explicou que há malefícios, principalmente, se a exposição durar muitas horas.

“Para proteger nossa pele dessa luz visível e não natural, devemos optar por aplicar uma segunda camada de filtro solar com cor, no rosto basicamente, pois é a área mais exposta. Essa cor do protetor solar faz uma barreira física na pele, impedindo as queimaduras, o aparecimento ou agravamento das manchas e o envelhecimento também, pois esse processo de exposição ao sol sem proteção solar, acelera muito o envelhecimento da pele”, esclareceu Jéssica.

Desta forma, ela afirmou que é preciso atenção na escolha do protetor solar, para que seja adequado ao tipo de pele.

“Devemos preferir protetores com fator de proteção sempre superior a 30FPS. Se a pessoa for de pele clara, escolher protetores com fator maior ainda, 50, 60 ou 70, pois esses indivíduos queimam mais rápido. Para crianças e bebês, escolher protetores próprios para a idade e com fator superior a 70FPS, sempre”, orientou Jéssica.

Quanto aplicar?

Embora a escolha do produto deve ser assertiva para o tipo de pele, a quantidade de produto é fundamental para garantir a proteção. “O mínimo recomendado para cada parte do corpo é uma colher de chá. Por exemplo, para a face e pescoço deve-se usar a quantidade de uma colher de chá, outra para a parte da frente do tronco, uma para parte das costas, uma para cada braço, uma para a frente de cada perna e uma para a parte de trás de cada perna. Essa é a recomendação da Sociedade Brasileira de Dermatologia”, enfatizou Jéssica.

O filtro solar, segundo a farmacêutica, deve ser passado durante a manhã e ao meio dia para uma exposição normal ao sol, enquanto transita na rua, trabalha, fica em casa fazendo os trabalhos domésticos. “Na praia ou na piscina, que estamos muito expostos, nos molhando e suando, devemos reaplicar a cada duas horas ou sempre após molhar o corpo. E devemos reaplicar com muita frequência no rosto, pescoço e colo, partes do corpo que são bastante expostas e onde aparecem as manchas, que podem ser da idade, melasma e manchas pós acne, por exemplo”, disse Jéssica.

Para proteger A pele dessa luz visível e não natural, deve-SE optar por aplicar uma segunda camada de filtro solar com cor
Foto: Ilustrativa/Pixabay

Número do FPS

De acordo com a profissional, o FPS dos protetores nada mais é do que o tempo que a pele está protegida com aquele protetor e a quantidade de raios que aquele protetor irá absorver para proteger a pele. “Por exemplo, com o protetor fator 30FPS, sua pele demora 30x mais tempo pra ficar vermelha, se comparada a sua pele sem o protetor, e a taxa de absorção dos raios é de 94%, já o protetor fator 60FPS, você demorará 60x mais tempo pra ficar com a pele vermelha e a taxa de absorção é 98%, e assim por diante”, explicou Jéssica.

Desta forma, quanto maior o FPS, maior o tempo de exposição sem causar queimaduras e maior a absorção dos raios UVB, que são os raios solares que causam as queimaduras. “Os protetores com FPS acima de 30, já são fabricados para proteger também contra os raios UVA, os raios solares que causam o câncer de pele, pois penetram no DNA das células. Não adianta usar vários produtos de beleza, maquiagens e roupas bonitas, se não usarmos o filtro solar, pois o envelhecimento chegará mais cedo e as manchas também”, concluiu Jéssica.

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