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Ciência e Saúde

Litoral do Paraná tem quase 2 mil casos confirmados da doença

Trabalho de combate continua em meio à pandemia

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O litoral do Paraná tem 1.995 casos confirmados de dengue dentro do chamado período epidemiológico, que iniciou em julho de 2019. O município com maior número de confirmações é Paranaguá, com 1.706 casos, sendo três de DSA (Dengue com Sinais de Alarme) e um DG (Dengue Grave). Mesmo durante a pandemia, o trabalho de combate ao mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti, continua em Paranaguá.

Segundo informações do boletim da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), outros municípios da região têm registrado a doença como Pontal do Paraná (85), Guaratuba (84), Matinhos (71), Morretes (35) e Antonina (1). Com relação a outras doenças transmitidas pelo mesmo mosquito, Chikungunya e Zika Vírus, o litoral não tem casos confirmados.

Equipes da dengue em Paranaguá aplicam a bomba costal em locais com maior incidência da doença
(Foto: Divulgação/Secretaria de Saúde de Paranaguá)

O agente de endemias e técnico em Meio Ambiente da Secretaria Municipal de Saúde de Paranaguá, Renan Kravitz Ghelardi, explicou que mesmo em meio à pandemia o trabalho de combate à proliferação da doença não parou. “O combate à dengue vem ocorrendo de forma incessante, já que nós também estamos em epidemia de dengue em Paranaguá. Mas, claro que estamos tomando os devidos cuidados, utilizando todos os meios de proteção cabíveis para assegurar a saúde de nossos agentes e da população. Não podemos esquecer o que ocorreu no passado com relação à dengue e vidas aqui perdidas”, disse Ghelardi. “Estamos realizando ações nas áreas com maiores indicações do Aedes aegypti, as quais envolvem a visita aos imóveis, incluindo os que estão em imobiliárias para aluguel e venda, empresas, pontos estratégicos e também realizando a educação nas empresas através de palestras”, contou o agente de endemias.

“Eram esperadas novas confirmações de casos mesmo em temperaturas frias, o que precisamos entender é que haverá uma diminuição na proliferação do mosquito Aedes aegypti, mas apenas uma diminuição e não a eliminação, ou seja, os mosquitos alados ainda realizam o seu ciclo de vida, consumindo sangue e colocando seus ovinhos em ambientes propícios. Mas, em uma velocidade um pouco menor e podendo contaminar com a dengue e outras doenças que venham a transmitir”, afirmou Ghelardi.