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Ciência e Saúde

Caso raro e agressivo de câncer não impediu que mulher vencesse a doença

Janaína da Costa Cunha, de 48 anos, foi diagnosticada com Linfoma não Hodgkin

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Janaína da Costa Cunha, de 48 anos, observou um caroço no seio em junho de 2020, em meio a pandemia de Covid-19. Mal sabia ela, que ali começaria a travar uma luta contra um câncer raro e agressivo. Ela foi diagnosticada com Linfoma não Hodgkin quando o nódulo estava com 4 cm e, em menos de uma semana, o mesmo cresceu rapidamente e Janaína teve que passar por longas sessões de quimioterapia. 

A desconfiança surgiu no banho. “Sete dias após eu descobrir o caroço em meu seio esquerdo procurei uma ginecologista, a qual me pediu para fazer uma ecografia mamária, mas ao mesmo tempo disse que não era nada sério, apenas uma glândula inflamada, pois eu havia feito a mamografia há uns sete meses. Apesar do nódulo estar com uns 4 cm, ela não enxergou a gravidade. Mas como nossos anjos nos alertam, resolvi procurar outro médico, pois via e sentia meu seio enorme e quente, como se eu tivesse com leite empedrado”, contou Janaína.

Sendo assim, ela procurou um mastologista, que pediu uma ressonância mamária, no qual acusou a proliferação atípica com linfoma de alto grau.

“Já estava com 17 cm de nódulo, já tinha dobrado de tamanho em poucos dias. Fiz biópsia e eu estava no grau 4 do câncer, foi tudo muito rápido. Quando o médico disse que eu tinha um linfoma, sinceramente eu nem sabia o que era. E quando disse ser um câncer um buraco se abriu, pois nós associamos câncer à morte. Lembrando que o linfoma não é hereditário”, disse Janaína.

Tratamento 

“Diante de todo caos que estávamos passando com o início da pandemia, graças a Deus, eu tive a oportunidade do tratamento. Ao todo, foram seis ciclos de internações. Eu ficava internada por cinco dias recebendo a quimioterapia, voltava para casa e ficava 14 dias me restabelecendo, com todos efeitos colaterais do tratamento: queda de cabelo e de todos os pelos do corpo, enjoo, náuseas, fraqueza, mucosite, boca com gosto de metal, dores no estômago, entre outros. Foram idas e vindas de internação, imunidade baixa e várias transfusões de sangue”, lembra Janaína.

Em julho, ela já iniciou o tratamento, com a colocação de um cateter para facilitar a manutenção da aplicação da quimioterapia que, devido a gravidade da doença, tinha que ser aplicada durante 23 horas por dia, além de uma pulsão lombar para evitar que se espalhassem para o cérebro e medula espinhal.

Devido a gravidade da doença, a quimioterapia tinha que ser aplicada durante 23 horas por dia

Vitória

O tratamento se estendeu até novembro de 2020 e, após algumas sessões de radioterapia, em fevereiro deste ano, a boa notícia chegou. “Com a graça de Deus, o linfoma já não existia mais. Do câncer levo as lembranças dolorosas de luta pela sobrevivência, mas também a certeza do amor, fé, do poder das orações e o conhecimento da palavra guerreira, pois lutamos para vencer o câncer. Essa experiência mudou minha vida, me tornei uma mulher mais forte e com o desejo de ajudar o próximo, nem que seja ouvindo, pois quando estamos atravessando a tempestade e vemos que alguém venceu nos enchemos de esperança e dizemos: eu também vou conseguir!”, relatou Janaína.

“Entendi que deveria cuidar de mim para poder cuidar do próximo. Hoje, oito meses após o fim do tratamento, me sinto forte e vitoriosa”, relatou Janaína

Hoje, ela faz fisioterapia para diminuir as dores nos braços e no seio e conta com o apoio de familiares e amigos que conquistou nessa trajetória de luta. “Sempre com muita fé, e cada vez que eu caía ouvia os anjos dizerem: levanta, levanta! Tive muitos anjos intercessores através de orações de todas as religiões. Agradeço de coração as meninas do grupo do Instituto Peito Aberto, em especial a Fabiana Parro, que me passava força em todos os momentos. Agradeço a amigos e familiares pela energia positiva. Ao meu marido e minha filha que sofreram dia e noite comigo e não me abandonaram por um segundo. A palavra é gratidão. Deus nunca nos desampara”, frisou Janaína.

É também apoiada na fé e esperança que ela faz seu depoimento e mostra a sua superação para que sirva de exemplo a outras mulheres. “Sabemos que tudo o que passamos não é fácil, por isso somos chamadas de guerreiras. Olhamos para a Virgem Maria e vemos que, mesmo ela que não tinha pecados também passou pelo sofrimento. Quem é cristão passa sim pelo sofrimento, mas com fé e esperança, pois a providência de Deus cuida de nós. E eu digo que: ‘Aquilo que parecia impossível. Aquilo que parecia não ter saída. Aquilo que parecia ser minha morte, mas Jesus mudou minha sorte. Sou um milagre e estou aqui!”, concluiu Janaína.

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