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Ciência e Saúde

Câncer de mama em mulheres jovens: quais os riscos?

Dados apontam um aumento da incidência da doença antes dos 35 anos

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Foto: Ilustrativa

O câncer de mama é historicamente conhecido por atingir, em sua maioria, as mulheres com idade acima dos 50 anos. No entanto, dados da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) apontam um aumento da incidência da doença entre mulheres mais jovens (antes dos 35 anos).

Atualmente, cerca de 5% das mulheres jovens são acometidas pelo câncer de mama no Brasil. Antigamente, apenas 2% das mulheres com menos de 35 anos eram diagnosticadas com a doença. Esses números de desenvolvimento do câncer em mulheres mais novas acendem um alerta para as novas gerações.

O Instituto Peito Aberto, que acolhe mulheres com câncer de mama em Paranaguá, completou 9 anos em 2023, segue no objetivo de conscientizar a sociedade sobre a doença e destacou algumas dúvidas que são corriqueiras sobre o assunto. Confira:

O que aumenta o risco do câncer de mama em mulheres jovens?

Há vários fatores que podem aumentar o risco do câncer de mama na mulher jovem como casos de câncer de mama na família, principalmente mãe e irmã; consumo excessivo de bebidas alcoólicas; exposição cada vez mais cedo ao tabagismo; alto consumo de carne vermelha e de alimentos processados; sobrepeso e obesidade; exposição a radiação na região do peito antes dos 40 anos.

Ou seja, a alteração no estilo de vida das mulheres (como a inserção no mercado de trabalho e as gestações mais tardias) consequentemente podem levar a uma dieta menos saudável e a uma rotina com menos cuidados com a saúde. 

Câncer de mama é mais grave em mulheres jovens

Normalmente, o tumor é mais agressivo em mulheres com menos de 35 anos. Isso porque o tipo de câncer mais frequente nessa faixa etária é o triplo-negativo. Esse tipo de câncer possui células que não têm receptores de estrogênio ou progesterona, o que torna a resposta ao tratamento muito mais complexa.

Dessa forma, o triplo-negativo cresce e se espalha mais rápido que outros tumores da mama, o que acaba exigindo um tratamento mais invasivo. Por isso os especialistas da área da saúde ressaltam a importância do diagnóstico precoce da doença. Quanto mais cedo se inicia o tratamento, maiores as chances de cura.

Como realizar o diagnóstico precoce?

O diagnóstico precoce do câncer de mama em mulheres jovens é mais difícil, principalmente pelo fato de que a mamografia é recomendada apenas após os 40 anos. Além disso, o tecido mamário na juventude é mais denso, o que dificulta a identificação de nódulos com o autoexame. 

É claro que isso não anula a importância do autoexame das mamas. Ele se torna ainda mais necessário, para que as mulheres possam investigar os sinais de alerta no próprio corpo, como um nódulo na mama, uma retração da pele e etc.

Além disso, as mulheres com histórico familiar devem iniciar os exames de rastreamento antes das demais. Por exemplo, se a mãe ou irmã teve câncer aos 40 anos, elas devem começar o rastreamento por volta dos 30 anos, com ressonância e ultrassom. 

O mais importante de tudo, em todos os casos, é investir na prevenção! O controle do peso, a alimentação saudável e a realização dos exames periódicos são essenciais na luta contra o câncer de mama.

Com informações do Instituto Peito Aberto, Oncoguia e Saúde Abril

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