Uma doença que há tempos não era notificada e que, inclusive, tem vacina disponível no sistema único de saúde, voltou a assustar a população. O aparecimento de casos de febre amarela em 21 cidades do Estado de Minas Gerais causou um alerta e preocupa os moradores. Já foram contabilizados 25 óbitos, 71 óbitos suspeitos e 154 casos suspeitos ainda em investigação.
No Paraná, nenhum caso foi confirmado para a doença, mas vale o aviso de verificar o cartão de vacinação, já que as doses são aplicadas a cada dez anos. Na segunda-feira, 23, o Estado de São Paulo confirmou três óbitos por febre amarela desde o início do ano.
A diretora da 1.ª Regional de Saúde, Ilda Nagafuti, alertou para que a população procure conferir no cartão de vacinação a data que tomou a última dose da vacina contra febre amarela. Além disso, ela ainda orienta sobre o aparecimento de animais mortos, fato que foi preponderante em Minas para confirmação dos casos da doença. “Recomendamos que as pessoas tomem a vacina. É recomendável que tenhamos todas as vacinas em dia. Fiquem atentos caso observem muitos animais mortos para avisar a Secretaria Municipal de Saúde, Regional de Saúde e a Força Verde”, afirmou.
Foto: Divulgação
Os casos de febre amarela em Minas Gerais causaram um alerta também para as autoridades de saúde de outros Estados do Brasil. “Temos fatores disponíveis para a chegada de novas doenças de modo geral. Temos que cuidar porque os mosquitos também são os causadores da febre amarela, combatendo uma doença a gente acaba combatendo outras”, disse Ilda se referindo a outras doenças como dengue, zika vírus e chikungunya. Uma reunião técnica deve acontecer no dia 31 com a Secretaria de Estado da Saúde (SESA) para discutir as medidas de prevenção sobre a doença.
IMUNIZAÇÃO
O diretor-geral da SESA, Sezifredo Paz, frisou a importância de pessoas que irão se deslocar para outras cidades e países estarem vacinadas. “A principal forma de prevenção é a vacina. Toda pessoa que vai se deslocar para regiões de risco, como áreas de matas e rios e Estados e países com circulação da doença, deve ser imunizada”, declarou.
Para garantir a imunização, a vacina deve ser tomada dez dias antes da viagem para que o organismo possa produzir os anticorpos necessários. As doses devem ser aplicadas a cada dez anos. De acordo com o Ministério da Saúde, a vacina é contraindicada para crianças menores de seis meses, portadores de imunodepressão, maiores de 60 anos, gestantes em qualquer fase, e por pessoas que tenham reações ao ovo de galinha ou a outros componentes da fórmula.
No Brasil, algumas áreas são de risco para febre amarela como em todo Estado do Acre, Amapá, Amazonas, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, incluindo suas capitais, bem como as áreas de matas e rios dos seguintes estados: Bahia, Paraná, Piauí, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Na América Latina, os países de risco e que já tiveram casos confirmados são Colômbia e Peru.