conecte-se conosco

Ação Social

Voluntários se dedicam a levar música a pacientes no Hospital Regional do Litoral

Ideia surgiu na pandemia com o objetivo de confortar pacientes e profissionais

Publicado

em

Quem passa pelos corredores do Hospital Regional do Litoral (HRL), em Paranaguá, pode ouvir um som que não esperava encontrar no local. As melodias emitidas por violino, viola e violoncelo ecoam no espaço e trazem conforto, bem-estar e esperança para pacientes internados. E isso só é possível através da iniciativa de um grupo de voluntários da Igreja Congregação Cristã no Brasil, que se dispõe a levar música aos funcionários e pacientes.

A ideia de levar os instrumentos para o HRL surgiu durante a pandemia, como explicou o advogado e violinista Gustavo Mattoso, integrante do grupo. “Iniciamos no ponto mais crítico da pandemia, entre março e abril de 2020. O Irmão Mauro, funcionário do HRL e membro da Congregação Cristã, apresentou o projeto à direção do Hospital em razão do momento difícil de pandemia que estávamos enfrentando, sobretudo os profissionais de saúde, pacientes e familiares”, contou Gustavo.

“Vemos a manifestação do amor de Cristo durante as apresentações”, afirmou o advogado e violinista Gustavo Mattoso

O projeto foi aceito e colocado em prática na mesma semana. “A conversa com a direção do hospital foi objetiva, ágil e eficaz. A direção foi pronta em nos receber. Havia necessidade por parte dos ouvintes e havia muita vontade de ajudar por parte dos músicos. União perfeita para a manutenção do projeto até hoje”, relatou Gustavo.

As apresentações acontecem quatro vezes ao mês. Toda segunda semana de cada mês. Às segundas-feiras, às 14h30 e 19h30; e, às terças-feiras, às 14h30 e 19h30.

Sensibilização

Segundo Gustavo, desde 2020, quando a iniciativa começou, o retorno das apresentações tem sido muito positivo com o apoio e aprovação dos funcionários, pacientes e visitantes do hospital. “O feedback é muito bom. Em todos os setores que tocamos somos bem recebidos e, ao final, agraciados com calorosas salvas de palmas. Os pacientes demonstram gratidão. Muitos deles choram com a presença de Deus. Vemos a manifestação do amor de Cristo durante as apresentações”, afirmou Gustavo.

Direção do HRL aceitou a proposta do grupo

A cada apresentação, o grupo percebe que tem sensibilizado as pessoas e contribuído para levar alívio e alegria ao espaço. “Tivemos a notícia de um fiel que frequentava nossa igreja que, mesmo entubado e inconsciente, chorou ao ouvir os hinos. Dias após, Deus o recolheu para o Seu Jardim. Não só quem ouve como quem também toca se sensibiliza. Nós, Cristãos, costumamos chamar essa sensibilização de sentimento da presença de Deus”, comentou Gustavo.

O objetivo do grupo é continuar com as apresentações e tocar cada vez mais o coração das pessoas. “Queremos manter o projeto para que vidas sejam restauradas, dores sejam amenizadas e pessoas sejam convertidas ao Evangelho de Cristo”, finalizou Gustavo.

“Queremos manter o projeto para que vidas sejam restauradas, dores sejam amenizadas e pessoas sejam convertidas ao Evangelho de Cristo”, disse o violinista Gustavo

O grupo tem o total de 10 músicos envolvidos, que conciliam a profissão que exercem com o voluntariado.  No violino, participam o advogado Gustavo Mattoso, o assessor jurídico Lucas Mattoso, o engenheiro Erick Alves e os pescadores Felipe Leite e Leonardo Dutra. Na viola, participa o autônomo Eliel Filho. No violoncelo, o estivador Helder Bueno, o pescador Izaias Xavier, o almoxarife Gustavo Barcelos e o auxiliar administrativo Pedro Filho.

Tratamento da dor e redução do estresse

Estudos indicam que a música pode melhorar o humor e a qualidade de vida de pacientes e, consequentemente, o processo de reabilitação. A musicoterapia, que utiliza de vários outros recursos, pode ajudar a aliviar a dor, a ansiedade e a fadiga.

Segundo um estudo realizado pela Universidade de Drexel, nos Estados Unidos, técnicas de musicoterapia podem ajudar na melhora do quadro clínico de pacientes, bem como na diminuição do número de medicamentos tomados e no tempo das internações.

De acordo com informações divulgadas pela Pfizer, ouvir e tocar música também reduz o nível de cortisol, o hormônio responsável pelo estresse. E estar relaxado pode fazer uma grande diferença para quem precisa passar por procedimentos médicos.

Um outro estudo, sobre a ligação entre música e estresse, realizado pela Universidade de Alberta, no Canadá, descobriu que a música pode ajudar a acalmar as crianças internadas em alas de emergência. As crianças que ouviram música relaxante enquanto recebiam um medicamento na veia relataram dor muito menor e algumas demonstraram significativamente menos sofrimento, em comparação com as que não ouviram música.

Em alta

plugins premium WordPress