O governador Carlos Massa Ratinho Júnior confirmou, nesta segunda-feira, 10, o início de um plano emergencial para reconstrução de Rio Bonito do Iguaçu, município do Centro-Sul do Paraná devastado pelo tornado de categoria F3 que passou pela região na semana passada. O desastre natural, considerado um dos mais intensos já registrados no Estado, provocou danos severos e destruiu aproximadamente 90% das edificações da cidade.
Como resposta imediata, o Governo do Estado irá viabilizar a construção de 320 novas moradias para famílias que perderam completamente suas residências. Além disso, será disponibilizado um auxílio financeiro de até R$ 50 mil por família destinado à recuperação de imóveis que ainda possam ser restaurados. A determinação é que as construções tenham início logo após a conclusão das análises técnicas dos terrenos, com previsão de que as obras comecem ainda nesta semana.

“Nós queremos que em até 90 dias as primeiras casas sejam entregues, se não na totalidade, em boa parte delas”, declarou Ratinho Junior. De acordo com o governador, essas unidades habitacionais serão destinadas sem custo às famílias que ficaram totalmente desabrigadas. Para agilizar o processo, o Estado pretende priorizar empresas que utilizam o sistema off-site, considerado mais rápido por empregar paredes pré-fabricadas já com instalações elétricas e hidráulicas. O investimento é estimado em cerca de R$ 60 milhões.
O presidente da Cohapar, Jorge Lange, afirmou que cada casa terá aproximadamente 45 metros quadrados. Ele adiantou que o chamamento público para contratar as empresas responsáveis será lançado nesta semana, com prioridade para aquelas que apresentarem o menor prazo de execução.
Além das moradias, o governador sancionou, no domingo (9), a atualização do Fundo Estadual de Calamidade Pública (Fecap), o que permite o repasse direto de recursos às famílias atingidas. Técnicos da Cohapar e do CREA-PR já iniciaram o cadastramento dos moradores que tiveram suas estruturas destruídas ou danificadas. A regulamentação dos critérios para acesso ao benefício será definida em decreto nos próximos dias. O aporte inicial previsto é de R$ 50 milhões.
O governo também estuda liberar materiais de construção produzidos na própria região, como madeira e tijolos, desde que tenham aprovação técnica, como forma de agilizar a reconstrução.
Com a adoção de medidas emergenciais e o trabalho conjunto de diferentes equipes, o objetivo do Estado é garantir que os moradores possam retomar suas vidas o quanto antes, após um dos episódios climáticos mais intensos e traumáticos já vivenciados pela cidade.
Com informações da Agência Estadual de Notícias





