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Editorial

Violência contra a mulher é fruto da desigualdade de gêneros

Em Paranaguá, os dados mostram que no quesito violência contra a mulher, a situação também é bastante crítica.

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Atualmente, é comum e bastante pertinente o questionamento sobre o porquê da expansão no número de casos de violência contra a mulher.

Haveria um aumento frequente em função da divulgação dos casos na mídia? A violência realmente é maior no século XXI ou aumentaram as denúncias realizadas pelas mulheres encorajadas pela imprensa, por campanhas sociais e pela própria Justiça?

O fato é que as estatísticas comprovam a brutalidade com que a mulher vem sendo agredida, mesmo após tanto avanço cultural, intelecto e social no Brasil. Mudaram os rumos do País, a tecnologia avançou, o ser humano está mais informado. Mas o comportamento machista de homens e mulheres e a inferioridade a que a mulher é colocada diante dos homens ainda está viva e bastante enraizada.

Os números são claros. E enquanto eles continuarem em uma crescente demanda, não há razão para não falar sobre o assunto.

No dia 8 de março deste ano, data em que se comemorou o Dia Internacional da Mulher, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) revelou que o número de processos em andamento no Poder Judiciário de casos de feminicídio, violência contra mulher e adoção de medidas protetivas cresceu nos últimos dois anos. No ano passado, havia mais de 1 milhão de casos pendentes de violência doméstica, 13% a mais do que em 2016.

Sobre o feminicídio, o assassinato de mulheres por homens em função das relações de gênero, ele cresceu 34% no mesmo período e chegou, no ano passado, a 4.461 processos pendentes. Sobre a adoção de medidas protetivas por decisão judicial, o crescimento foi de 36% e chegou a mais de 339 mil ações determinadas.

Em Paranaguá, os dados mostram que no quesito violência contra a mulher, a situação também é bastante crítica. Em dois meses, desde a implantação da Patrulha Maria da Penha na cidade, foram registradas mais de 50 ocorrências.

Analisar os dados em questão é se colocar a refletir sobre a situação social em que vivem as mulheres vítimas de violência.

E acreditar que esses casos continuem e sejam vistos como “normais e aceitáveis” dentro de qualquer relacionamento entre o homem e mulher é deixar rastros de uma sociedade falida moralmente e carente de humanidade.

A violência contra a mulher não é uma doença genética, ou consequência de qualquer tipo de ação atrelada à agressividade, a condições sociais e financeiras. A violência contra a mulher é fruto da desigualdade entre homens e mulheres e de uma cultura machista que se pré-dispõe na agressão.

Que haja exemplo dentro de casa para que pais e mães mudem o cenário e ensinem aos seus filhos que uma relação de amor não está baseada no ódio e na violência. E esse reflexo dos lares brasileiros estará nas ruas, em atitudes menos violentas, menos desprezíveis e mais humanas. Quem sabe assim o futuro de meninos e meninas não seja azul ou rosa, mas representado de branco, da paz.

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