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Editorial

Morre o comunicador, fica a sua trajetória no jornalismo

Os brasileiros se despediram, ontem, de forma inesperada, desse grande comunicador, de 66 anos, um dos maiores jornalistas do País.

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“Sou realizado. Às vezes quando eu paro pra pensar, eu acho que o destino me deu mais do que eu fiz por merecer”. A frase é do jornalista Ricardo Boechat em uma entrevista em 2013, ao Portal UOL.

Os brasileiros se despediram, ontem, de forma inesperada, desse grande comunicador, de 66 anos, um dos maiores jornalistas do País. Este seu depoimento de anos atrás deixa clara a alegria que tinha no seu ofício, sobre a realização de entrar na casa de milhões de brasileiros com o profissionalismo de sempre.

Sua forma leve, clara e, por muitas vezes, descontraída de passar a informação, e com risadas únicas, conquistou milhões de ouvintes e telespectadores. Por isso, a segunda-feira, 11, foi tão triste para aqueles que tinham na sua figura uma referência em credibilidade e discernimento dos fatos que permeiam o dia a dia da população.

Em especial, para as pessoas ligadas à área de comunicação, que sentirão falta dessa referência de jornalismo sério e independente em um mundo tomado pelas “fake news” e pela valorização infundada da informação sem responsabilidade. Certamente, nenhum deles que cobriu a queda do helicóptero gostaria de dar esta triste notícia, por mais inusitada e necessária que seja naquele momento.

O trágico acidente ocorrido ontem, quando o helicóptero que estava caiu na Rodovia Anhanguera, quando o jornalista voltava de uma palestra em Campinas, surpreendeu quem acompanhava o seu trabalho. Em um primeiro momento, parecia um daqueles anúncios sensacionalistas que buscam a geração de “likes”.

Boechat nunca deixará de ser uma grande referência pela sua atuação em jornais como O Globo, O Dia, Jornal do Brasil, O Estado de S. Paulo, além de SBT, Globo e Band, neste último veículo como âncora da BandNews FM e do Jornal da Band. Mas, principalmente, pelo ser humano que foi, pela humildade e empatia que sempre demonstrou ao público. Tudo isso o tornou um ícone da opinião responsável, aquela que não tem um lado predefinido.

Na entrevista de 2013, quando duvidava se tinha feito muitos esforços durante a vida para merecer o reconhecimento que tinha, cabe aos seus telespectadores lhe dar esta certeza. Seis anos depois, todos podem dizer que ele merecia mais, aos olhos de nós, meros mortais, ele não merecia, inclusive, partir desta forma tão cruel. O que fica é o seu legado em tudo que realizou pelo jornalismo brasileiro. Morre o comunicador, fica o talento e o exemplo de se comunicar com excelência.

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