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Editorial

Internet e a ação dos odiadores de plantão

Os haters só precisam de um celular ou computador para manifestar o que há de pior na mente humana.

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A internet é uma terra sem lei? Há quem diga que sim e já provou na pele a crueldade dos efeitos causados pela rede. Se a perversão é intitulada como realização de um desejo mesmo que ele passe por cima de regras sociais ou morais estabelecidas, pode-se dizer que a perversidade tomou conta da web e das redes sociais e com elas, manifestam-se os famosos “haters”. E, apesar de a palavra de origem inglesa parecer estar distante da realidade social brasileira, os “haters” ou “odiadores” estão bem próximos e se expressam no comportamento de grande parte da sociedade, atualmente.

Os “odiadores” fazem plantão nas redes sociais e não têm um perfil definido. Eles fazem parte de um grupo que não escolhe gênero, idade, cor, profissão ou escolaridade. São pessoas que simplesmente manifestam a raiva e o ódio interior contra outra pessoa, instituição, empresa ou mesmo um fato. O ódio disparado está em comentários nas redes sociais que podem ser classificados como crimes de injúria, calúnia ou difamação.

Aquilo que parece ser um simples comentário sobre o sotaque regional de uma pessoa, sobre sua cor de pele, sobre a vida de um indivíduo ou sua família constitui-se em crime, o qual é passível de punição e tais atitudes são originárias de quem menos se imagina. Afinal, um “odiador” só precisa de um computador, um celular e uma oportunidade para manifestar o que há de mais cruel no ser humano.

Diante disso, opiniões, que a princípio parecem ser inofensivas para quem as executa, estão prejudicando gravemente a vida da vítima e ou seus familiares.

Hoje, a vida real se tornou digital e vice-versa. Estar on-line é mostrar que se está presente e estar off-line é pensar como viver o online. Nesta linha, surgem os efeitos de quem não separa o real e o virtual e mostra no mundo da Internet uma personalidade e índole que estão escondidas na vida real.

Com tudo isso, entende-se que para viver a paz que as redes não traz, é preciso ter bom senso e, segundo especialistas na área de psicologia, ignorar o que e quem faz mal. Pois, assim como há coisas boas, a Internet evidencia o que há de pior na mente humana.

A frase do escritor Umberto Eco traduz com naturalidade o que se vive nos dias atuais. “As mídias sociais deram o direito à fala a legiões de imbecis que, anteriormente, falavam só no bar, depois de uma taça de vinho, sem causar dano à coletividade. Diziam imediatamente a eles para calar a boca, enquanto agora eles têm o mesmo direito à fala que um ganhador do Prêmio Nobel”.

Portanto, para qualquer e todo crime praticado na Internet há o direito do cidadão exigir punição.

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