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Editorial

“Fake News”: um ataque à democracia

A proliferação de notícias falsas atinge não apenas a área política, a economia, a educação ou a saúde, mas gera uma crise existencial irreversível.

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A garantia e o direito à liberdade de expressão estão previstos na Constituição Federal de 1988, conhecida também como “Constituição Cidadã”. E este é um direito atribuído à natureza humana sob a forma de se relacionar com a sociedade. Ou seja, são enumerados a liberdade de pensamento, a religiosa, a artística, a liberdade de se comunicar, entre tantas outras.

E vale lembrar que isso só foi possível após o fim da Ditadura Militar, quando os brasileiros passaram a ter direitos, que, até então, não eram permitidos, como no caso do direito à liberdade de expressão.

Engana-se quem pensa que podia falar o que queria nas rodas de conversas, no trabalho, nos clubes, nas escolas. Enfim, a liberdade de expressar seus pensamentos era nula.

Hoje, com o direito garantido de se comunicar, questiona-se também se essa liberdade exacerbada de expressão acaba por ferir a democracia. Isso porque apesar do acesso fácil à informação, garantida, sobretudo, pelos meios de comunicação, pela expansão das mídias e plataformas digitais, o que se vê é uma enxurrada desenfreada das famosas “fake news”, as quais podem ser descritas como conteúdos inverídicos e distorcidos e que são espalhados como notícias reais para promover de forma proposital a desinformação em massa.

E aí mora o perigo dessa liberdade de expressão, que hoje, é de autoria de todos, os quais possuem voz e vez principalmente na Internet, nos grupos de WhatsApp, nas redes sociais (onde todos têm coragem de falar ao se esconder no mundo virtual).

As “fake news” surgiram como um desserviço à apuração da informação oficial e dos veículos de comunicação éticos. São elas, muitas vezes, espalhadas inclusive por pessoas que possuem um grande número de seguidores ou se intitulam formadores de opinião.

E a disseminação em massa desse conteúdo através do mundo virtual tem chamando a atenção.É hora de combater esse fenômeno negativo. E isso só depende de cada um dos cidadãos, os quais, ao receber uma notícia, devem ter o bom senso para checar se ela vem de fonte oficial ou é mais um boato.

Isso porque a proliferação de notícias falsas atinge não apenas a área política, a economia, a educação ou a saúde, mas gera uma crise existencial irreversível. Tal crise surge do aumento da desinformação, que provoca a dúvida pela realidade e a apatia (quando se desiste de ir atrás ou verificar o que é ou não real). E sabe-se bem que a democracia não funciona quando esses fatores forem comuns e estiverem em foco.

Portanto, o tema precisa ser estudado, debatido e ressaltado diariamente na sociedade para evitar danos que, inclusive, podem ser irreversíveis. 
 

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