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Economia

Preço do leite dispara e assusta consumidores

Clima chuvoso no verão prejudicou a pastagem em áreas de regiões sul e sudeste.

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A alta no preço do leite tem preocupado as famílias parnanguaras, isso porque em apenas uma semana o valor saiu de R$ 3,50 (o litro) para R$ 4. Para piorar, não há, ao menos no momento, a indicação de que os valores sofrerão queda. Além de encarar a nova realidade, que mexe diretamente com o bolso de muita gente, as pessoas tentam reduzir o consumo, a fim de impedir que a conta no supermercado fique ainda mais cara.

 


Elevação no valor do litro do leite fez com que o consumo entre as crianças caísse.

 

A consumidora Luiza da Silva disse que o jeito de economizar tem sido reduzir a quantidade de achocolatado oferecido como bebida para a pequena Isabela Alves, 3. “Cortamos um pouco o consumo do achocolatado para duas vezes ao dia e eliminamos alguns derivados do leite, como o iogurte, para ver se conseguimos passar por esta situação sem que ela nos traga maiores problemas financeiros”, comentou a dona de casa.

Para ela, nem mesmo o ato de pesquisar em mais de um estabelecimento tem contribuído para o encontro do menor preço. Isso porque, segundo Luiza, a variação é mínima e não compensaria o gasto de tempo a busca de promoções. “Em um dia está um preço e no outro já voltou a subir novamente”, lembra.

 

POR QUE A ALTA?

A explicação para isso é a queda na produção. A época chuvosa é considerada a melhor para que o gado dê leite, só que no último verão, a chuva chegou tarde e forte, prejudicando as pastagens. A ração também ficou mais cara com o aumento da saca do milho em razão da queda na produção nacional do produto.

E não é só isso: pesquisadores da Universidade de São Paulo dizem que tem produtor mudando o foco do negócio. “Uma tendência que a gente vê também são os produtores de leite migrando para pecuária de corte, atraídos principalmente pelos patamares de preço da arroba do boi gordo e do bezerro. Então, todos esses fatores juntos têm contribuído para essa menor oferta de leite”, explica Wagner Ianaguizaua, pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA) e coordenador da pesquisa.

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