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Direito & Justiça

Violência doméstica é tema de ação em escolas municipais

Vandecy Dutra (secretária Municipal de Educação) e a Juíza Cíntia Graeff durante o lançamento do projeto

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Na manhã de quarta-feira, 2, aconteceu o lançamento do projeto “Educação pela Paz: Construindo Lares sem violência”. O projeto é uma parceria entre o Tribunal de Justiça do Paraná, por intermédio da juíza da 1.ª Vara Criminal de Paranaguá, Cíntia Graeff, e a Secretaria Municipal de Educação, tendo como objetivo conscientizar a comunidade escolar sobre a violência doméstica contra a mulher em Paranaguá.

O lançamento do projeto reuniu diretores das escolas municipais juntamente com pedagogos, os quais atuam diretamente com a comunidade escolar. O projeto está alicerçado em quatro vertentes:  levar informações sobre a violência contra a mulher, conscientizar sobre a igualdade de gênero, desenvolver o respeito aos direitos humanos e inspirar a comunidade escolar na prática da não violência.

Projeto foi apresentado aos gestores em educação da rede municipal

ETAPAS

Foram selecionadas para a primeira edição do projeto quatro escolas que estão localizadas em bairros que apresentam índices altos de violência. Escola Municipal Graciela Almada Dias (Ilha dos Valadares), Escola Municipal Nascimento Junior (Jardim Guaraituba), Escola Municipal Nayá Castilho (Vila Divineia) e Escola Municipal Berta Elias (Emboguaçu).

Durante o lançamento do projeto, os gestores conheceram todas as etapas da ação.  Nos dias 16 e 17 a juíza irá aos estabelecimentos de ensino dialogar com os estudantes sobre os objetivos propostos.

Na sequência, os estudantes das escolas participantes irão elaborar um vídeo envolvendo o tema do projeto. Os vídeos deverão ter até 1 minuto e 30 segundos e serão publicados na página da Secretaria Municipal de Educação. O vídeo que tiver mais curtidas irá receber um prêmio.

O projeto finaliza no dia 27 de novembro quando todos os participantes assistirão aos vídeos com a entrega da premiação ao vencedor. Todas as escolas irão receber um selo de “escola da paz”.

SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO

A secretária Municipal de Educação, Vandecy Dutra, falou sobre a importância do projeto nas comunidades escolares.

“Esta foi uma proposta da juíza Cíntia Graeff, que me chamou até o tribunal para abraçar esse projeto. Juntos vamos trabalhar pela paz construindo lares sem violência. É uma proposta de trabalho com as crianças  que vivem esse dia a dia. Nós sabemos que a violência ocorre dentro de casa e para que essas crianças saibam que isso também pode ser mudado elas serão conscientizadas sobre o tema. Vamos trabalhar nesse primeiro momento com quatro escolas, ampliando as ações para que possamos formar cidadãos conscientes e pessoas mais responsáveis”, destacou.

De acordo com a diretora da Escola Municipal Nascimento Junior, Silvia Mendes, o projeto é importante porque vai contribuir para mudança da mentalidade. “As crianças serão futuros cidadãos da nossa sociedade. É uma semente que está sendo plantada hoje e os resultados serão colhidos futuramente. A iniciativa é ótima porque quando envolve as crianças estamos envolvendo toda a sociedade de modo geral”, apontou.

Juíza Cíntia Graeff apresentou todas as etapas do projeto

TRIBUNAL DE JUSTIÇA

A juíza Cíntia Graeff ressaltou que a ideia do projeto é  buscar a prevenção pela educação.

“A violência doméstica é um problema social que deve ser combatido por todos os setores da sociedade. Educando as crianças de hoje podemos construir lares sem violência e uma sociedade melhor amanhã. Hoje estamos iniciando o projeto com uma reunião e uma palestra como forma de capacitação de todos os gestores da rede municipal de ensino. Na sequência, nós iremos às escolas. Nesse primeiro momento foram selecionadas quatro escolas de acordo com o mapeamento de violência, ou seja, por regiões, em bairros com maiores índices de violência. Iremos nessas quatro escolas conversar com as crianças e expor o tema. Depois eles vão produzir um vídeo que será publicado nas redes sociais. É uma forma de envolvermos toda a sociedade neste programa, pois os casos de violência contra mulher vêm crescendo, pois o número de mulheres que decidiram romper com esse ciclo e finalmente denunciar seus agressores vem aumentando”, destacou.

A juíza também ressaltou a importância do apoio dos filhos no combate à violência doméstica. “É uma forma de apoio porque, muitas vezes, as mães se sentem sozinhas, elas não se sentem apoiadas. A conscientização dos filhos também pode ajudar a família em casa. O resultado é plantar e colher lá na frente. O que estamos fazendo é conscientizar as crianças para que elas reflitam sobre o tema a fim de que essa questão tenha maior visibilidade", ressaltou Cíntia Graeff.

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