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CMEI Denise Alboitt assume proposta de valorização da infância

Com menos de dois anos em atuação no bairro Jardim Iguaçu, instituição tem colocado a criança como protagonista

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“Lugar de Criança é… na ESCOLA”

Em 2020, o Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Professora Denise Farias Alboitt, no bairro Jardim Iguaçu, completará dois anos de atividades em Paranaguá. Desde o início, a proposta da unidade tem sido valorizar a infância por meio do incentivo ao ato de brincar e de ver a criança como protagonista. Ao todo, são cerca de 200 crianças, de quatro meses a cinco anos, que vivenciam experiências novas, colaborando com o seu desenvolvimento.

A diretora do CMEI  Professora Denise Farias Alboitt, Caroline Lobo Santos de Queiroz, contou que não se trata de um projeto, mas sim uma proposta educacional. “No nosso projeto político pedagógico incluímos a integração entre as turmas. A nossa concepção de criança e de infância já traz esse entendimento da criança enquanto sujeito, é uma proposta que norteia todo o nosso trabalho”, disse Caroline.

A pedagoga Dalva Naiane Sthefanie Lima de Carlos, relatou que toda semana os alunos participam de atividades diferenciadas. “Toda sexta-feira fazemos a integração, incentivamos as professoras a trabalhar de forma prática, que elas valorizem as experiências reais, tudo através da brincadeira lúdica porque valorizamos a infância. Até porque as crianças do período integral passam muito tempo na instituição, a gente acredita que elas aprendem através da brincadeira prazerosa que faça sentido para elas”, explicou Dalva.

“Não proibimos as crianças de correr, subir, não temos aquele discurso de que criança não tem que querer, aqui elas têm voz tanto quanto nós”, enfatizou a diretora Caroline (foto: divulgação)

BRINCAR É APRENDER

Segundo a diretora, pelo brincar a criança representa o mundo. “Falamos para os pais que eles geralmente reproduzem uma ação dos adultos, elas compreendem a vida real por meio do brincar, por isso valorizamos tanto essa infância, essas experiências, porque acreditamos que se nós proporcionamos isso enquanto espaço de educação infantil, as nossas crianças vão ser formadas de modo que vão conseguir compreender sua realidade e como transformá-la”, destacou Caroline.

A comunidade na qual a instituição está inserida tem aprovado os resultados. “A gente não entende o Ensino Infantil como um treinamento para o Ensino Fundamental, mas como um espaço de formação humana, no qual as crianças vão se apropriar das habilidades. Nas reuniões de pais, começamos a explicar isso e neste ano ficamos surpresos com a compreensão deles e hoje valorizam nosso trabalho, a comunidade é super participativa”, ressaltou Caroline.

Para a diretora, é fundamental que a Educação Infantil ofereça espaços de vivência rica. “Porque nossas crianças não estão mais nas ruas brincando. O perigo das ruas impede isso. Não proibimos as crianças de correr, de subir, não temos aquele discurso de que criança não tem que querer, aqui elas têm voz tanto quanto nós. Entendemos que é nosso papel proporcionar isso. Até porque criança precisa se movimentar para aprender, o movimento corporal contribui para o desenvolvimento cognitivo”, disse Caroline.

Interação entre os grupos etários é incentivado dia a dia na instituição com crianças do maternal até a Educação Infantil (foto: divulgação)

CRIANÇA COMO PROTAGONISTA

A proposta da instituição de ensino está alinhada com a BNCC (Base Nacional Comum Curricular) que, entre outras coisas, descreve que toda criança tem direito a "participar ativamente, com adultos e outras crianças, tanto do planejamento da gestão da escola e das atividades propostas pelo educador quanto da realização das atividades da vida cotidiana, tais como a escolha das brincadeiras, dos materiais e dos ambientes, desenvolvendo diferentes linguagens e elaborando conhecimentos, decidindo e se posicionando”.

“Temos um campo de experiência que é o mercado, quando eles chegaram já se articularam, fizeram a compra, levaram para outro espaço da escola e disseram que estavam levando para casa. Temos também o canteiro de obras, onde as crianças dizem que estão construindo prédios e crianças de 3 e 4 anos falaram que queriam ser engenheiros. São vivências que enriquecem o repertório das nossas crianças”, contou a diretora.

Com a transformação da criança, que não é mais a mesma de alguns anos atrás, a escola se torna primordial. “Temos que aplicar junto ao brincar um contexto social para que ela construa aprendizagem e transforme o mundo”, complementou Dalva.

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