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Valmir Gomes

TIRADENTES

Aprendi no colégio São João Batista de La Salle muitas histórias a respeito da nossa Proclamação da República.

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SEM FUTEBOL

Aprendi no colégio São João Batista de La Salle muitas histórias a respeito da nossa Proclamação da República. Não sou historiador, porém, gosto de saber a respeito do nosso passado. Nesta coluna não tenho a pretensão de saber tudo sobre Tiradentes, porém em homenagem ao Joaquim José da Silva Xavier, vou relatar aquilo que entendi sobre Tiradentes. Joaquim foi um dentista numa época de raros dentistas, tropeiro, militar e ativista político, entre outras coisas. Como participante da Inconfidência Mineira, foi na verdade o único condenado à pena de morte. Dizem que sustentou seu desejo de tornar o Brasil um país livre, mesmo quando preso junto com seus amigos revolucionários. Não teve medo de dizer a verdade, muito menos tentou conchavos com seus superiores da época. Foi preso junto com mais 10 colegas, no julgamento do caso anos depois, foi o único que confirmou publicamente a causa da revolta. Por este motivo, foi enforcado e esquartejado, seus restos mortais serviram de exemplo para os que queriam um Brasil livre de Portugal. Sua cabeça foi colocada como exemplo em praça pública. O tempo passou e foi feita justiça ao notável brasileiro de nome Joaquim e apelido Tiradentes. Na nossa Proclamação da República foi considerado Mártir da Independência. O resto da história vocês sabem. Ave Joaquim José da Silva Xavier, o brasileiro que enfrentou Portugal, em nome da nossa liberdade.

O IMORTAL CENTROAVANTE ALBINO

O adversário pouco importava, o fato relevante era a estreia do Mario Roque, um africano que tinha cheiro de gol. De repente, as equipes em campo e o número nove do Leão da Estradinha era um branco, aliás Albino. A torcida impaciente começou a pedir o crioulo que veio da África. As rádios locais, desvendaram o mistério, o atacante africano não era crioulo, e sim aquele branquelo da camisa nove. Entre risos, os torcedores resolveram aplaudir o Mario Roque. Conta a lenda que ele fez gol e ganhou a torcida, saiu de campo ovacionado. Foi tão amado pela torcida que resolveu morar em Paranaguá,  casou, teve filhos e se tornou o prefeito mais popular da história. Faleceu no cargo e seu velório e sepultamento bateu todos os recordes de público. Na verdade, o centroavante Albino se tornou imortal. Deus o tenha.

O CRAQUE DARLAN

O jovem Darlan Janes Macedo Silva é natural de Itaberaba, um baiano simpático, que chegou ao Rio Branco no início dos anos 80. Gostou tanto de Paranaguá que resolveu ficar por aqui. Casou, teve filha e neto, parou de jogar profissionalmente, porém sempre esteve ligado ao Rio Branco. Até dia destes era o secretário de Esportes da cidade,com um trabalho elogiado por todos, por sua capacidade e empenho no cargo. Considera João Lima um grande diretor da sua época, admirou sempre o trabalho do Saracotê, um ótimo e dedicado profissional. Destaca  o atacante Luis Antônio, já falecido, como um craque de bola, foi mais longe, se jogasse hoje estaria na Europa. Não esquece jamais do jogo que o Rio Branco goleou o Pinheiros em Curitiba. “Demos um chocolate neles, jogaço.” Darlan tem uma grande popularidade no litoral inteiro, por seu carisma e amor à família e amigos. Vida longa, Darlan, muita saúde e paz sempre.

STALIN GREGO VENET

Agradeço ao colega e membro do Instituto Histórico e Geográfico de Paranaguá, Stalin Venet pelas informações constatadas no seu livro A SAGA DO LEÃO DA ESTRADINHA.

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