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Valmir Gomes

Os caminhoneiros

Eu já contei aqui neste espaço, que quando balconista da SKF, na década de 60, em Porto Alegre, meu sonho era ser caminhoneiro.

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Eu já contei aqui neste espaço, que quando balconista da SKF, na década de 60, em Porto Alegre, meu sonho era ser caminhoneiro. Eles iam comprar rolamentos no balcão da SKF, e contavam mil histórias das viagens. Falavam do galeto de Caxias do Sul, das belezas da serra gaúcha, das longas viagens até São Paulo e Rio de Janeiro. Diziam que os paulistas trabalhavam muito, que São Paulo seria a maior cidade do Brasil. Sobre o Rio de Janeiro, contavam maravilhas do futebol e das praias, Copacabana era um sonho de se conhecer. O tempo passou, minha vida tomou outro rumo, futebol, vendas, Curitiba, fotos, rádio, jornal, TV, até que apareceu o Coronavírus! Sim, a pandemia fez dos caminhoneiros heróis do Brasil, verdade o que eles estão fazendo é manter o nosso País em equilíbrio material e financeiro. Mais não digo porque mais não é preciso. Meu sonho frustrado de ser caminhoneiro me dá um orgulho danado dos caminhoneiros.

ALEX, FERNANDINHO E DIRCEU

O craque Alex foi escolhido pelos leitores da Tribuna do Paraná como o jogador paranaense de maior sucesso no futebol do exterior. Em segundo lugar Fernandinho, que um dia jogou pelo Athletico, em terceiro ficou Dirceu Guimarães. Os três jogaram na seleção brasileira, cada um a seu tempo, Fernandinho ainda sonha continuar sua trajetória até a Copa do Mundo. Falar de Alex é chover no molhado, um verdadeiro craque, com a vantagem de se expressar muito bem. Inteligente dentro e fora do campo. Fernandinho conheço pouco, bom profissional, me parece tranquilo e politicamente correto. Dirceu José Guimarães, de todos o que mais convivi, posso dizer que sua família toda era minha amiga. Dirceu estava à frente do seu tempo no futebol, era múltiplo no campo, sem perder a qualidade. Amigo dos amigos, gostava do Levir e do Marinho como irmãos. Jogou três Copas do Mundo. Fazia mil coisas ao mesmo tempo, era um dínamo. Parece que estava adivinhando que morreria cedo.

JORGE DIB SOBRINHO E O RIO BRANCO

Pouco saio de casa por conta da quarentena. Porém,domingo fui almoçar com a família do meu filho Robson Gomes. Entre uma caipira de Rum Bacardi e um pedaço de costela da melhor qualidade, muitas histórias de futebol e da vida, com a Vivi, Lucas, Mateus e Natasha. Uma delas, em 1994, quando o técnico Zequinha levou Robson para trabalhar juntos no Rio Branco. Com dificuldades de material esportivo, Robson recorreu ao amigo Jorge Dib Sobrinho então proprietário da Janjão Esportes em Curitiba. Dib forneceu o material de treino e de jogo, ainda arrumou patrocinador, numa atitude de amizade e carinho pelo Zequinha, Robson e Rio Branco. Um fato que confesso: desconhecia! Se já gostava do Dib, imaginem agora sabedor desta história. Daqui minha eterna gratidão ao Jorge Dib Sobrinho, um grande amigo que fiz no mundo do futebol. Antes tarde do que nunca. Ave, Dib.

LINDA CAIÇARA

Passo parte do tempo escutando boa música na Educativa FM, outro dia ouvi uma música que me encheu de felicidade, Linda Caiçara na voz de uma cantor do nosso litoral. Letra música e interpretação da melhor qualidade. Quem souber detalhes me avise. Ouvi também Alma Brejeira, do meu amigo Lidio Roberto, uma maravilha de composição e interpretação. Ave, música paranaense.