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Valmir Gomes

O REI FAZ 80 ANOS

A primeira vez que assisti a Pelé jogar foi pela televisão, filmes da Copa de 1958 dias após os jogos.

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FUTEBOL

A primeira vez que assisti a Pelé jogar foi pela televisão, filmes da Copa de 1958 dias após os jogos. Ouvindo Mendes Ribeiro na Rádio Guaíba, tinha duas certezas, que Didi era o melhor da Copa e que nascia um craque chamado Pelé, um guri do Santos que driblava e fazia gols com a naturalidade de um veterano. Mendes Ribeiro buscava adjetivos para exaltar e qualificar o menino Pelé. Sábio narrador. O tempo passou e o garoto da Copa de 58 se tornou o Rei do futebol com reconhecimento mundial. Quem viu Pelé jogar sabe do que estou falando, ninguém até hoje se igualou ao tricordiano garoto filho do Dondinho e da dona Celeste. Seu compromisso com os treinamentos foi exemplo aos colegas, seu comportamento também. Sua carreira foi luz no futebol. Gênio e humilde, na verdade um sábio da bola e da vida. Mais não digo, porque mais não é preciso. Parabéns e vida longa meu Rei, até os 81, se Deus quiser.

RECADO DO PATRÃO

No meu tempo de guri e isto faz tempo, se dizia que quando o patrão fala é porque as coisas não andam bem na empresa. Petraglia resolveu falar, na verdade um monólogo, bem ao seu estilo. Sem perguntas, muito menos questionamentos. Disse o patrão que o Eduardo Barros não é mais funcionário do CAP, e que o Paulo Autuori, que foi contratado como diretor de futebol, vai ser o técnico até início do ano que vem. Disse que vendeu alguns atletas, por pressão dos empresários e próprios jogadores. Em suma, a culpa do fraco desempenho do departamento de futebol, não é da sua administração. O dono nunca erra, foi o recado do patrão, aos seus sócios e torcedores. Urge vitórias.

PAULO AUTUORI

Um dia gostaria de conversar com o Paulo Autuori, pois me parece ser um profissional da bola de boa qualidade. Suas entrevistas são inteligentes e, muitas vezes, fogem do lugar comum. Possui muitos títulos no futebol, inclusive no exterior, sem dúvidas por sua capacidade. Indago, como um profissional deste naipe abandona a carreira de treinador e fala disso publicamente, volta atrás e aceita ser treinador? Foi assim no Botafogo e está sendo assim no Athletico. Seria diretor no CAP manda o Eduardo Barros embora e fica no seu lugar. Pode isto? Até pode! Moralmente não.

NOVO TÉCNICO OPERÁRIO

Gosto de acompanhar os times do interior e litoral, sei das dificuldades por que passam e a luta por dias melhores. Sempre elogiei a atual direção do Operário de Ponta Grossa, organizou o clube e o time se tornou vencedor. O técnico Gerson Gusmão fez parte desta transformação, ganhou quase tudo que disputou, um campeoníssimo. Tranquilo sem alardes, vai embora cheio de faixas de campeão no peito. Recebi a entrevista do novo técnico Matheus Costa, apresentado oficialmente nesta semana. Pelo que ouvi, gostava mais do Matheus do Paraná Clube, simples, comedido, tranquilo. Me pareceu um novo profissional, mais solto e mais desinibido, meio dono da verdade. Calma, Matheus, primeiro o trabalho e as conquistas, depois as teorias. Boa sorte!