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Valmir Gomes

Ave Páscoa

Na minha infância pouco se falava em chocolates no Domingo de Páscoa, pois mal tínhamos dinheiro para os gastos mensais.

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Na minha infância pouco se falava em chocolates no Domingo de Páscoa, pois mal tínhamos dinheiro para os gastos mensais. Entretanto, sempre tivemos respeito pela morte e ressurreição de Jesus Cristo. Lembro de ser um dia especial, dedicado à fé. Os católicos eram a imensa maioria, as outras religiões festejavam, porém com mais timidez. Por vezes um ovo de chocolate era dividido como a melhor das sobremesas, para todos da casa. Tempos difíceis. Porém, Cristo estava mais vivo do que nunca entre nós. Éramos saudáveis, pouca coisa nos divertia, havia paz e amor na velha casa de madeira. Era quase a manjedoura do nascimento de Jesus. Hoje, o mundo mudou, quase todos têm apartamento, automóvel, televisão, rádio, celular, refrigerador, ferro elétrico, água encanada e afins. Todos compram chocolates na Páscoa, alguns almoçam nos restaurantes da cidade, outros fazem churrascos ou vão às churrascarias. Vivem a data e esquecem do fato causador. De repente, o Coronavírus e suas consequências nos aproximam de Nosso Senhor Jesus Cristo, seja pelo amor ou pela dor. Estamos vivendo o outro lado da meia noite. Ave Cristo, Ave Páscoa, saúde para todos.

HELENA KOLODI, POETA DO MUNDO

A menina Helena Kolodi nasceu  em Cruz Machado, no dia 12 de Outubro de 1912,desde a tenra idade fazia poesia, sua família Ucraniana foi para Rio Negro e depois Curitiba. Professora, escreveu inúmeros livros de poesia, ganhando dezenas de prêmios e projeção nacional. No início da sua trajetória de poeta, escrevia para a revista Marinha de Paranaguá, cidade por quem tinha um carinho especial. Seu estilo HAICAI, dizer o máximo com o mínimo, lhe deu notoriedade universal. Vamos a um Haicai da Helena Kolodi: “POESIA MÍNIMA. Pintou estrelas no muro, e teve o céu ao alcance das mãos”. Helena morreu em Curitiba no dia 15 de fevereiro de 2004 com mais de 90 anos.

FUTEBOL NA PÁSCOA

Todos os colegas de rádio, televisão e jornal, que cobrem o futebol, já passaram inúmeros Domingos de Páscoa nos estádios falando de bola e suas consequências. Nesta Páscoa por motivos óbvios, ninguém vai abrir ou fechar uma jornada no rádio ou televisão, mandando abraços para a família, em homenagem à data. Caríssimos leitores, confesso para vocês que ando morrendo de saudades de comentar um jogo de futebol. Ou de escrever na Folha do Litoral a respeito de uma partida de fim de semana. Assim caminha a humanidade!

HERÓIS E HEROÍNAS

Nesta hora de pandemia, vimos o quanto a profissão, seja ela qual for, é importante no nosso dia a dia. A toda hora uma notícia de uma mulher ou de um homem, fazendo o possível e o impossível, para atender uma pessoa, infectada ou não, pelo Coronavírus. Os casos são múltiplos, na área médica, na indústria, no comércio, nas igrejas, nos jornais e rádios, na televisão, enfim em todo lugar, um herói ou uma heroína, pronto para lhe atender. São os nossos craques que não fazem gols, nem levantam as torcidas,  verdadeiros heróis anônimos. Desejamos a todos eles, feliz Páscoa e muita saúde, assim como a seus familiares e aos caríssimos leitores. Que assim seja.