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Paraná Produtivo

Atividade econômica

A atividade econômica recuou 28,8% no Paraná entre 7 de março e 19 de abril, segundo o novo boletim conjuntural

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A atividade econômica recuou 28,8% no Paraná entre 7 de março e 19 de abril, segundo o novo boletim conjuntural elaborado pelas secretarias de Planejamento e Projetos Estruturantes e da Fazenda. Comércio e alimentação tiveram queda de 24% e a indústria de 35,3%. A análise separa as quatro macrorregiões da Saúde do Estado (Leste, Oeste, Norte e Noroeste) e aparece pela primeira vez no boletim que analisa a situação econômica e social do Paraná durante a pandemia do novo Coronavírus. Na Macrorregião Leste, que engloba a Região Metropolitana de Curitiba, Litoral, Campos Gerais, Sul e a região Central, e onde a produção de bens com alto valor agregado é muito forte, a indústria registrou a maior queda, de 45%. A perda mais acentuada no comércio e na alimentação foi na Macrorregião Noroeste, de Maringá e Umuarama, com retração de 36,7%. A menor queda industrial foi no Noroeste (-16,2%) e a menor comercial no Leste (-19%).


Startup paranaense

O distanciamento social tem causado problemas nas vendas em diversos setores da economia. Em compensação, empresas têm transformado a quarentena para combate ao Coronavírus em novas oportunidades de negócio. A Mercattum, startup de Pato Branco, sudoeste do Paraná, que trabalha com soluções para o varejo, antecipou o lançamento de um novo produto e, em cerca de 20 dias, viu o número de pedidos crescer 300%. Giovanni Christian Debona e Lucas Messias, fundadores da startup, contam que o foco da empresa sempre esteve em atrair, com benefícios, os consumidores para supermercados e lojas. “Já tínhamos planos de oferecer uma plataforma de e-commerce. Com a quarentena, decidimos acelerar o desenvolvimento do produto, que levou cerca de 20 dias”, conta Lucas. A plataforma funciona na internet e o diferencial é a personalização para supermercadistas.

Maior produção da história

O Brasil alcançou a maior produção de etanol da história, com um total de 35,6 bilhões de litros provenientes da cana-de-açúcar e do milho, de acordo com levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na última quinta-feira, 23. Isso representa um acréscimo de 7,5% em comparação a safra 2018/19. Com relação ao açúcar, a produção foi de 29,8 milhões de toneladas, crescimento de 2,6% em relação ao produzido na safra 2018/19. O etanol anidro da cana-de-açúcar, que é utilizado na mistura com a gasolina, teve aumento de 8,5%, alcançando 10,1 bilhões de litros. O anidro extraído do milho alcançou 390,7 milhões de litros, 66,8% superior à temporada passada. As condições climáticas verificadas nas principais regiões produtoras favoreceram a produção de cana-de-açúcar, que apresentou incremento no seu rendimento médio.

Distribuidores de aço

Os distribuidores de aço esperam uma queda de 45% nas compras e vendas em abril em relação a abril, segundo levantamento divulgado na última quinta-feira, 23, pelo Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda). Em abril a demanda de aço caiu drasticamente, o que levou, inclusive, as usinas a decidirem pelo abafamento de fornos. Em março, quando começaram as medidas de isolamento social, as compras caíram 11% em relação a fevereiro, com volume total de 272,5 mil toneladas. Ante igual mês do ano passado, houve queda de 0,3%. Já as vendas de aços planos em março pela rede de distribuição contabilizaram queda de 6,8% na relação mensal, atingindo o montante de 265,3 toneladas. No comparativo anual o recuo foi de 15,2%, para 312,9 mil toneladas.

Dólar alto

Os economistas do banco suíço UBS apresentaram um relatório com novas perspectivas para a trajetória do dólar no Brasil. A casa desenhou três cenários possíveis para a cotação da moeda norte-americana no País nos próximos dois anos. No mais pessimista deles, a divisa poderia fechar o ano cotada a R$ 5,75 e encerrar 2021 encostando nos R$ 7,35. O banco suíço considerou que o desempenho do comércio está regredindo a níveis de 2002 e que o diferencial da taxa de juros (a distância entre a taxa básica brasileira e aquela praticada em países ricos) está em ligeiro viés de baixa. Por isso, os economistas estimam que um preço justo para o dólar seria de R$ 4,60 neste ano e R$ 4,50 em 2021. No entanto, devido à pressão exercida pela atual situação de crise, o banco fixou seu cenário base com cotações de R$ 4,95 para 2020 e R$ 4,60 para 2021.

Safra de milho

A falta de chuva traz prejuízos para o meio rural e preocupa o setor produtivo de Santa Catarina. Desde junho de 2019, o estado vem passando pela estiagem que já é considerada a mais severa dos últimos anos e que vem afetando, principalmente, as regiões Extremo Oeste, Oeste, Meio Oeste, Planalto Sul, Planalto Norte e Alto Vale do Itajaí. Situações semelhantes aconteceram apenas em 1978 e 2006. A falta de chuvas deverá causar a redução de 10% na produção catarinense de milho. “Já temos muitos municípios que decretaram estado de emergência em Santa Catarina e a nossa preocupação continua porque não há previsão de chuvas significativas para os próximos dias”, destacou o secretário da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural do estado, Ricardo de Gouvêa.

Exportações de algodão

O Imea divulgou a primeira estimativa de oferta e demanda para a pluma de algodão em Mato Grosso de 2020. Na safra 2018/19, o dado de produção de pluma foi mantido em 1,9 milhão de toneladas. Já do lado da demanda, o Instituto sustentou a expectativa de exportações em 1,3 milhão de toneladas, ainda, pautado pelo forte ritmo nos envios ao exterior nos últimos meses, reflexo ainda da grande produção de pluma nesta safra. O consumo interestadual, por sua vez, aumentou em 4,3% se comparado ao último relatório. Já o consumo em Mato Grosso passa a ser estimado em 25,7 mil toneladas. Assim com este cenário, os estoques finais não apresentaram grandes alterações, ficando estimados em 1,5 mil toneladas nessa nova divulgação. Já em relação à safra futura 2019/20, a oferta da pluma no estado ficou estimada 1,9 milhão de toneladas. Mesmo com o avanço de 2,9% em relação ao relatório passado, a nova previsão ainda mostra uma redução de 0,9% em relação à safra 2018/19.

Consumo de energia

O consumo de eletricidade no Brasil teve queda de 13,6% nos primeiros quinze dias de abril quando na comparação com mesmo período de 2019, informou a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), em meio a impactos de medidas de isolamento para conter a disseminação do covid-19. A queda no consumo foi de 12% no mercado regulado, em que os clientes adquirem energia junto a distribuidoras, e de 17,1% no chamado mercado livre, onde grandes consumidores como indústrias e shoppings podem negociar o suprimento com geradores e comercializadoras, segundo boletim da CCEE divulgado na última quarta-feira. Dentre as empresas que operam no mercado livre, destacou-se o desempenho negativo da indústria de veículos, que teve profunda queda de 73,9% no consumo na primeira metade de abril quando na comparação anual. Os setores têxtil (-54,4%) e de bebidas (-45,7%) também tiveram significativa retração. Em termos regionais, o consumo teve pior desempenho na região Sul, onde apresentou queda de 20,4% no mercado regulado e de 17,7% entre consumidores livres de energia.


Venda de gás

A Comgás observou um crescimento de 9% a 10% das vendas a residências durante o período da pandemia do covid-19, disse na última quinta-feira, 23, o presidente do grupo Cosan, Luis Henrique Guimarães, em teleconferência com analistas e investidores. O executivo afirmou que o segmento residencial vem ganhando importância para Comgás nos últimos anos e representa, atualmente, cerca de 35% das margens da companhia. Nesse contexto, ele prevê que o impacto da pandemia para a empresa será muito maior em volume – com a redução do consumo concentrada na indústria e no comércio – do que em margens. Guimarães avaliou ainda que o desabastecimento de botijões de gás liquefeito de petróleo (GLP) em alguns locais do país cria um ambiente mais favorável para que a Comgás aumente o número de conexões quando a situação se normalizar.

Contas externas

As contas externas registraram saldo positivo de US$ 868 milhões em março, informou na última sexta-feira, 24, o Banco Central (BC). Em março do ano passado, houve déficit em transações correntes (contas externas) de US$ 2,664 bilhões. É o primeiro superávit desde junho de 2017 (US$ 431 milhões). “Na comparação com março de 2019, a mudança no sinal das transações correntes decorreu, principalmente, do recuo do déficit na renda primária [lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários], US$ 2,7 bilhões. Também houve incremento de US$ 360 milhões no superávit da balança comercial de bens e redução no déficit na conta de serviços, de US$ 569 milhões”, diz o BC. No primeiro trimestre, as contas externas registraram déficit de US$ 15,242 bilhões, contra US$ 15,043 bilhões em igual período de 2019.


Preço do café arábica

As cotações do café arábica têm avançado durante a safra 2019/2020. Na parcial da temporada, ou seja, de julho de 2019 a abril deste ano, o indicador Cepea/Esalq do café arábica tipo 6, posto na capital paulista, registrou média de R$ 497,47 por saca, elevação de 9,8% ou de R$ 43,94 por saca em relação à do mesmo período da safra 2018/2019, com a inflação já descontada. Em 2018/2019, os preços da variedade tiveram forte baixa, influenciados pela produção recorde. Já nesta temporada 2019/2020, que é de bienalidade negativa, os valores se recuperaram, tendo como suporte a restrição de oferta, especialmente dos cafés finos, e a eventual redução dos estoques de passagem. Fatores resultantes da pandemia de covid-19 também reforçaram o movimento de alta dos preços internos do arábica em março e abril.


Corte bovino

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estima que a China deve continuar com importação expressiva de carnes bovina e suína até o fim deste ano. De carne suína, o país deve importar o recorde de 3,9 milhões de toneladas – volume 57% maior que o adquirido do exterior em 2019, projeta o Departamento, em relatório. Já do corte bovino, os chineses devem adquirir 2,5 milhões de toneladas – volume 15% maior que no ano anterior, prevê a agência. Segundo o USDA, o aumento das importações de ambos os cortes se deve à perspectiva de alta no consumo interno de carne bovina e à produção ainda deprimida de carne suína. No ano, o consumo do corte bovino deve atingir 9,45 milhões de toneladas, alta de 7% na comparação com a demanda doméstica de 2019.



Redação ADI-PR Curitiba

Coluna publicada simultaneamente em 20 jornais e portais associados. Saiba mais em www.adipr.com.br.