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Cultuando

Artistas em tempo de crise

Estando eu Artista/Artesão, com ateliê na cidade de Paranaguá, sofro na pele, junto com outros colegas artistas, das consequências nefastas oriundas das dificuldades no setor

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Estando eu Artista/Artesão, com ateliê na cidade de Paranaguá, sofro na pele, junto com outros colegas artistas, das consequências nefastas oriundas das dificuldades no setor. Se isso não bastasse, ainda temos que enfrentar e tentar superar essa horrível Pandemia. Em virtude achei na HuffpostBrasil, um texto que acho pertinente e tomo a liberdade de reproduzir trechos.

“Em um momento em que escorrem entre nossos dedos tantos os direitos e desejos que julgávamos óbvios e inescapáveis – os cuidados com a vida coletiva e o meio ambiente, a mobilidade dentro do território urbano, os direitos fundamentais para todos e todas –, vamos falar de arte? Numa hora destas? Acontece que não há outra possibilidade: estamos vendo tantas coisas que pareciam sólidas se desmancharem à nossa frente. O valor das coisas parece esquecido, substituído pelo valor de troca. A lógica especulativa se sobrepuja ao valor real enraizado no local e construído pela experiência vivida. Parece que esquecemos a realidade, de tão distraídos e preocupados que estamos… com o que vivenciamos hoje. Cabe aos artistas pensar estrategicamente e compreender que a fronteira se reconfigurou. Como artistas, educadores e produtores culturais devem interferir em momentos como esse? Como a arte pode ir além de alimentar a imaginação sobre a cidade e ser também uma ferramenta de costura de arranjos sociais, de fomento de práticas cidadãs, de produção e gestão de conhecimentos comuns, abertos e compartilhados, de construção de novos valores, vínculos e diversidades ao redesenhar novas tecnologias de escuta e de ação? De mudança concreta do significado das coisas – e das coisas em si. É na micropolítica que a resistência continua operando, à margem da economia formal, invisível aos mercados de arte e das instituições de cultura. É nessas circunstâncias e condições que um papel transformador da arte, do design, da arquitetura e do ativismo ambiental pode emergir. Um papel que vai além da mera representação simbólica para interferir na dimensão operativa e constitutiva dessas realidades físicas, sociais, culturais, políticas e econômicas. Em um momento de crise, precisamos manter vivo o fluxo de conhecimento e ação entre as diferentes interfaces que configuram o público para transpor o vazio entre o visível e o invisível, o negociável e o inegociável, o individual e o comum. Novas formas de ensinar e aprender a fazer cidade são urgentes, e essa prática se constitui ao mesmo tempo um desafio e um fértil terreno para a arte operar.”

Só a arte salva!