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Ginásio de Esportes

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Alexandre Camargo de Sant’Ana

Desde os primeiros textos sobre o Relógio de Sol da Praça João Gualberto, acompanhamos as transformações pelas quais aquela antiga região passou: ao final do século XIX, a área era um pântano cortado por um riacho onde as mulheres lavavam roupas e a população pobre coletava água desde sempre. Havia uma fonte de água potável – a Fonte Velha – e uma lavandaria comunitária próxima aos trilhos da ferrovia. Também era um local de peregrinação e crendice popular em torno da Cruz do Pica-Pau, erguida provavelmente no início ou meados do século XIX e frequentada pelos parnanguaras pobres, que faziam suas orações e deixavam oferendas ao pé da cruz. Tanto a Cruz do Pica-Pau, quanto a lavanderia e a Fonte Velha foram retirados no começo do século XX, quando o Executivo Municipal começou a urbanizar a região.

Ao passar das décadas, o velho pântano foi sendo transformado no principal logradouro de Paranaguá, principalmente porque a cidade cresceu em direção ao Porto Dom Pedro II e a Praça João Gualberto ficou em uma posição urbana central. Vimos como aquele grande espaço vazio foi ocupado com parques, campos de esportes, prédios, zoológico, Correios e a Biblioteca. Pouco a pouco o velho pântano ganhou as feições que a região possui até hoje.

Apesar de todas as transformações e melhorias, ainda havia uma antiga promessa que não se realizara: o Ginásio de Esportes. Como pudemos ver, as obras chegaram a ser iniciadas, mas pararam após a festa de inauguração e o projeto não realizado chegou a ser apelidado de “pistola” pelos parnanguaras. Após anos de espera, finalmente o Ginásio de Esportes seria inaugurado no dia 30 de novembro de 1963. A “noitada de jogos” contaria com times de Voleibol e Basquetebol da capital.

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