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Ciência e Saúde

Dois casos de febre amarela são investigados em Paranaguá e Matinhos

Até o dia 7 de fevereiro o litoral havia cumprido com 68,49% da cobertura vacinal contra a febre amarela. Pessoas que nunca se vacinaram devem procurar unidades de saúde (Foto: Sesa/AEN)

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Boletim da Secretaria de Estado de Saúde apontou na última semana dois casos confirmados da doença no município de Adrianópolis

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) divulgou o Boletim Epidemiológico N.º 02/2019, que apontou dois novos casos de febre amarela no Paraná, contabilizando três ocorrências da doença no estado em 2019. Duas pessoas foram confirmadas com a doença em Adrianópolis, Região Metropolitana de Curitiba, somando ao caso que foi contabilizado em Antonina, com local provável de infecção do vírus em Guaraqueçaba, no final de janeiro. Além disso, a Sesa divulgou que no litoral estão sendo investigados dois possíveis novos casos de febre amarela em Matinhos e em Paranaguá.

"No período de 01/07/2018 a 06/02/2019 foram notificados 38 casos. Destes, três foram confirmados para febre amarela e 10 estão em investigação", informa a Sesa.

Além disso, na última semana foram descartados três possíveis casos da doença em Morretes, de acordo com o boletim. No total, em todo o Paraná, houve 38 casos notificados de febre amarela, sendo três confirmados, 25 ocorrências descartadas e 10 casos estão sendo investigados, entre eles os dois já citados no litoral paranaense. Até o momento, em todo o Estado, apenas foi registrada a morte de macacos em decorrência da doença em Antonina.

PERCENTUAL DE VACINAÇÃO NO LITORAL É DE 68%

De acordo com o Estado, a 1.ª Regional de Saúde (1.ª RS), responsável pelos sete municípios da região, o litoral até a última quinta-feira havia cumprido com 68,49% da cobertura vacinal contra a febre amarela. "O Estado do Paraná tem uma população geral de 10.577.755 pessoas distribuídas em 399 municípios a receber a vacina contra febre amarela no Estado. A cobertura em menores de um ano no Paraná em 2018 é de 73,66% (dados preliminares). Estima-se um quantitativo de 4.917.392 pessoas a serem vacinadas no Estado atualmente, das quais 2.616.712 encontram-se nos municípios das 1.ª e 2.ª Regionais de Saúde", informa a assessoria da Sesa.

"Esse quantitativo de pessoas a serem vacinadas não representa o número real, tendo em vista a priorização da vacinação em detrimento da inserção dos dados no sistema de informação. Estratégias de intensificação da vacinação vêm sendo realizadas em todo o Estado do Paraná, com prioridade nessas duas Regionais, bem como a busca ativa seletiva às populações de maior risco", ressalta a Secretaria de Saúde.

OCORRÊNCIA DA FEBRE AMARELA JÁ ERA ESPERADA NO PARANÁ

De acordo com a assessoria da Sesa, a eclosão da febre amarela no Paraná já era algo esperado pela proximidade com áreas infestadas pelo mosquito transmissor no estado de São Paulo. "A Secretaria da Saúde fez vários alertas, desde o ano passado, para que a população procure as unidades de saúde para tomar a vacina contra a doença. Esta é a única forma de evitar a infecção, lembrando que a vacina precisa de dez dias para começar a fazer efeito", explica.

De acordo com a pasta estadual de Saúde, desde o início de janeiro estão sendo realizadas capacitação e reuniões constantes com agentes de saúde de Curitiba e do litoral do Paraná. "O Estado disponibilizou lotes extras de vacina para todas as 22 regionais de saúde, que repassaram as doses para todos os 399 municípios do Paraná. E também recomenda o uso de repelente para evitar mosquitos, especialmente nas áreas de mata, onde proliferam os dois tipos de mosquito transmissores", destaca a assessoria.

SINTOMAS

"Os sintomas iniciais da febre amarela são febre alta de início súbito, associada a dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômitos, dor no corpo e dor abdominal. O problema é que esses sintomas se confundem com outras doenças como leptospirose, gripe ou dengue. Esse é um dos motivos para que a população, em primeiro lugar, tome a vacina – disponível em todo Paraná – e, depois, procure atendimento médico aos primeiros sintomas para receber os cuidados necessários", informa a Secretaria de Estado da Saúde.

Segundo o superintendente de Vigilância em Saúde da Sesa, Acácia Nasr, "a recomendação é que toda a população do Paraná, entre 9 meses e 59 anos, tome a vacina”, completa, destacando que quem deve procurar as doses são pessoas que nunca foram imunizadas contra a doença. Quem já tomou a vacina uma vez na vida não precisa, pois, a dose tem validade permanente no ser humano.

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