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Ciência e Saúde

Conheça mais sobre a conjuntivite e saiba como evitar a doença

Paranaguá vive surto com cerca de 300 pacientes atendidos ao dia na rede municipal de saúde

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Somente no mês de março, foram contabilizados, em Paranaguá, mais de 13 mil casos de conjuntivite. Nos primeiros dias de abril, a situação não mostrou melhora, sendo que as unidades continuam atendendo a população que foi contaminada com o vírus causador da doença. Antonina e Morretes também têm registrado a incidência de conjuntivite, com 135 casos notificados no mês passado, e Morretes, com 135 em 11 dias. Tal cenário, exige que as pessoas conheçam mais sobre a doença e saibam como se proteger.

O diretor médico da Secretaria Municipal de Saúde e Prevenção, Dr. José Antonio Ferreira Martins, afirmou que a média registrada é de 300 atendimentos por conjuntivite ao dia em toda a rede municipal, incluindo postos de saúde e a UPA.

Médico João Felipe Zattar Aurichio disse que nem todos que tiveram o contato com o vírus causador da conjuntivite desenvolverão a doença

 

O médico no Hospital Paranaguá, Dr. João Felipe Zattar Aurichio, disse que nem todos que têm o contato com o vírus causador da conjuntivite desenvolvem a doença. “Isso depende basicamente da quantidade de carga viral em contato e do sistema imunológico do indivíduo. Sabemos que a maioria das conjuntivites é causada pelo adenovírus. Dessa forma, não são somente nos olhos que eles estão, mas na pele da face e nas mãos também. Nem todas as pessoas que tiveram contato com o vírus da ceratoconjuntivite podem contrair a doença”, explicou.

Segundo o médico, o diagnóstico da conjuntivite é clínico, ou seja, não há exames laboratoriais ou de imagem para confirmar o quadro do paciente. “No entanto, temos hoje inúmeras doenças que podem ser semelhantes a ela, mas de tratamento diferente. Portanto, na suspeita, deve-se sempre procurar o médico e iniciar imediatamente o tratamento”, orientou Dr. João Felipe.

Tendo em vista o alto número de casos, é possível afirmar que Paranaguá vive um surto da doença. “A Ceratoconjuntivite Epidêmica tem um aumento abrupto dos casos, formando um número estável de infectados em alguns dias e em algumas semanas uma queda vertiginosa dos pacientes acometidos”, garantiu o médico.

RECOMENDAÇÕES

Mesmo assim, ainda há formas de evitar a doença, a mais comum está relacionada à higiene correta das mãos e utilizar álcool líquido ou gel. Além de afastar os infectados de ambientes aglomerados, principalmente do próprio ambiente de trabalho.

No entanto, os maiores cuidados devem ocorrer no período anterior ao aparecimento dos sintomas, que pode ser de 1 a 4 dias. “Nesse período, o paciente é portador do vírus e transmissor do mesmo, porém não possui os sintomas. Ou seja, ele está na janela imunológica. Além disso, enquanto há os sintomas como olhos avermelhados, secreção ocular e coceira, o paciente ainda transmite a doença. Dessa forma, nós, médicos, temos de ter a consciência de não liberar os infectados de forma precoce ao trabalho, o que, impreterivelmente aumentará o número de casos”, salientou o Dr. João Felipe.

 

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