Casos de dengue aumentam de três para quatro em Paranaguá

5 de fevereiro de 2020

Novo boletim aponta situação de alerta para epidemia da doença no Paraná

Na terça-feira, 4, o Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Saúde (SESA), divulgou o novo boletim epidemiológico da dengue no Paraná. Segundo o Informe Técnico 24, o litoral do Paraná registrou cinco casos da dengue. Em Paranaguá, o novo informe aponta o crescimento de três para quatro registros da doença, sendo que um deles é grave. Além disso, no Paraná, a Sesa apontou a existência de 102,08 casos de dengue autóctones por 100 mil habitantes, incidência que confirma situação de alerta de epidemia no Estado.

Conforme comparação feita no último boletim divulgado na semana passada, o litoral teve aumento de um caso da doença, crescimento registrado em Paranaguá. O período contabilizado abrange o dia 27 de julho de 2019 até o dia 1.º de fevereiro de 2020. Até agora, Paranaguá registrou quatro casos da doença e Matinhos apenas um. Antonina, Guaraqueçaba, Guaratuba, Pontal do Paraná e Morretes não contabilizaram confirmações da doença. Há 15 novos possíveis casos sendo investigados em Paranaguá, 15 em Guaratuba e sete em Pontal.

Risco climático alto da dengue no litoral

Segundo o boletim, o risco climático de dengue no litoral do Paraná é alto, principalmente em Paranaguá, Matinhos, Pontal do Paraná e Guaratuba. A SESA atualiza suas informações através do Serviço de Alerta Climático de Dengue do Laboratório de Climatologia da UFPR disponível no endereço http://www.terra.ufpr.br/portal/laboclima/sacdengue/ . O alerta contabiliza condições favoráveis para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue.

Mais de 14,6 mil casos de dengue no Paraná

De acordo com o novo boletim da Sesa, nesta semana foi registrado no Paraná o total de 14.697 casos confirmados de dengue. "São 3.815 casos a mais que a semana anterior, que apresentava 10.882. O aumento é de 35,06%", detalha a assessoria. “Alertamos todo o paranaense, independente da região de residência, para a necessidade de eliminarmos os criadouros do mosquito transmissor da doença; cerca de 90% dos focos estão nos quintais e pátios e nos ambientes internos das residências e das empresas privadas e públicas; precisamos do apoio de todos nesta ação de remoção, pois o período de maior transmissão da dengue ainda não chegou”, ressalta o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto. Segundo o gestor, o aumento de maior transmissão da doença ocorre entre fevereiro e março, podendo se estender de acordo com as condições climáticas.

 

Com informações da SESA/AEN