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Carnaval

Iara Zamboni é porta-bandeira há 30 anos e relembra antigos desfiles

Atualmente, ela defende o pavilhão da União da Ilha

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Iara Zamboni é uma parnanguara apaixonada por Carnaval. Ela participa dos desfiles das escolas de samba desde 1980, mas foi em 1989, que ela se rendeu à paixão que trazia desde a infância, estreando como porta-bandeira.

“Esta paixão foi despertada na infância, nos anos 70, sempre que via a porta-bandeira Marlene, do Acadêmicos do Litoral”, recorda.

A inspiração serviu como um espelho e Iara debutou na avenida alcançando a nota 9,5.

De 1989 a 1994 ela desfilou na mesma escola, a extinta Águias de Ouro, e em 1995 mesmo estando grávida foi para avenida, e em 1996, 1998 e 1999 defendeu a Ponta do Caju. No ano 2000, Iara desfilou na Mocidade Unida do Jardim Santa Rosa, onde ficou até 2003. De 2004 a 2008 Iara desfilou na São Vicente. 

“Não existe um desfile marcante porque todos são como se fossem o primeiro, a emoção é sempre a mesma”, definiu.

De acordo com Iara, o Carnaval de Paranaguá cresceu muito nos últimos anos, e as porta-bandeiras atualmente sabem sua função.

Ela, que antigamente buscava inspiração em porta-bandeiras mais experientes, hoje passa pelo mesmo papel, ou seja, serve de motivação para as iniciantes. “Acho isso gratificante, é sinal que todo o aprimoramento que buscamos anualmente tem sido válido, pois a porta-bandeira não é uma figura presente somente no desfile, a ela cabe mostrar a bandeira da escola o ano todo, por isso é uma responsabilidade”, contou.

RECORDAÇÕES

“A porta-bandeira em seu bailar tem características próprias que são movimentos giratórios em torno de seu próprio eixo, no sentido horário e anti-horário, segurando o mastro de seu pavilhão apenas com o dedo mínimo, perpendicularmente ao solo”, explicou.

Iara destaca inúmeros fatos inusitados, que jamais serão esquecidos. “Em 1993 cortei o pé durante o desfile, mas na hora da apresentação não senti absolutamente nada. Somente no final do desfile que vi meu pé totalmente ensanguentado e acabei indo parar no pronto-socorro”, destaca.

“Em 1996 pela Ponta do Caju, não fui tirar a medida para a confecção da saia. No dia do desfile, ao provar, vi que ficou muito comprida e antes da escola entrar na avenida percebi que não tinha condições de fazer evolução. O Tino, que na época era carnavalesco do Acadêmicos me socorreu, mas mesmo assim não foi possível evitar a nota 8,5, a mais baixa que já tirei”.

“Em 2001 pela Santa Rosa, na pressa da escola entrar para o desfile coloquei a bandeira de cabeça para baixo no mastro sem perceber e desfilei assim mesmo. Mas esta história teve um final feliz, pois mesmo assim tirei nota 10”, reforça.               

UNIÃO DA ILHA

De 2012 a 2015 Iara Zamboni desfilou pela Ponta do Caju e teve momentos importantes na agremiação. Um deles foi na Festa das Bandeiras, evento realizado em Curitiba, na sede da Escola de Samba Embaixadores da Alegria, quando recebeu o troféu de honra ao mérito.

Desde 2016 Iara vem defendendo o pavilhão da União da Ilha dos Valadares. Para o desfile de 2019 Iara antecipa que muitas novidades serão apresentadas, uma delas será em seu vestido que anualmente é uma atração a parte.

“Vamos aguardar para conferir, afinal este carnaval é um marco importante para mim. Estou completando 30 anos de Avenida do Samba como porta-bandeira”, finaliza.

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