Trânsito

Contran consolida procedimentos da Lei Seca e regulamenta uso de “drogômetros”

Resolução cria condições normativas para uso de equipamentos que detectam substâncias psicoativas

Regulamentação ratifica procedimentos já adotados pela PRF e estabelece as condições para o planejamento de futuras aquisições e a posterior utilização de novas tecnologias na fiscalização

Regulamentação ratifica procedimentos já adotados pela PRF e estabelece as condições para o planejamento de futuras aquisições e a posterior utilização de novas tecnologias na fiscalização

A entrada em vigor da Resolução n.º 1.031 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), publicada no Diário Oficial da União, consolida os procedimentos já adotados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na fiscalização da Lei Seca em todo o País. A norma estabelece diretrizes para a verificação do consumo de álcool e de outras substâncias psicoativas por condutores, além de regulamentar o uso de novas tecnologias voltadas ao controle do trânsito. 

Segundo a PRF, a resolução não traz alterações operacionais para as abordagens realizadas nas rodovias federais. O órgão já utiliza o etilômetro passivo como instrumento de triagem, procedimento que agora passa a contar com regulamentação expressa na norma.

Nesses casos, quando há indícios de ingestão de álcool, o motorista é encaminhado para a realização do teste ativo definitivo, utilizado para a constatação formal da infração. O direito ao reteste permanece assegurado durante o procedimento de fiscalização.

A resolução também reforça que o pré-teste ou teste passivo possui caráter exclusivamente indicativo e não pode, por si só, fundamentar uma autuação. Para a caracterização da infração, é necessária a confirmação por meio do teste de etilômetro ou pela constatação de sinais de alteração da capacidade psicomotora previstos na legislação. 

Segurança jurídica para novas tecnologias

Entre os avanços trazidos pela Resolução n.º 1.031, está a regulamentação dos aparelhos destinados à detecção de outras substâncias psicoativas que possam comprometer a capacidade de condução de veículos. A norma estabelece os requisitos para utilização desses equipamentos, que deverão ser certificados no âmbito do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade (SBAC), por organismos acreditados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). 

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De acordo com a PRF, a corporação ainda não utiliza drogômetros em sua operação regular, tendo realizado anteriormente apenas experiências em etapas de testes e estudos de viabilidade. Com a regulamentação do Contran, passa a existir a segurança jurídica necessária para que os órgãos de trânsito possam planejar futuras aquisições, capacitar equipes e incorporar a tecnologia de forma padronizada às atividades de fiscalização.

Procedimentos permanecem inalterados

A corporação informa que a fiscalização do bafômetro nas rodovias federais permanece sem mudanças. O etilômetro passivo continua sendo empregado exclusivamente como ferramenta de triagem, enquanto a lavratura do auto de infração depende da confirmação por meio do teste ativo ou da constatação de sinais de alteração da capacidade psicomotora.

A nova resolução também mantém a possibilidade de fiscalização por meio da observação desses sinais, tanto nos casos relacionados ao consumo de álcool quanto ao uso de outras substâncias psicoativas. 

Para a PRF, a regulamentação ratifica procedimentos já adotados pela instituição e estabelece as condições para o planejamento de futuras aquisições e a posterior utilização de novas tecnologias na fiscalização.


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Flávia Adans

Com mais de 28 anos de atuação no jornalismo, construiu uma trajetória marcada pela paixão em comunicar, informar e se conectar com as pessoas. Ao longo dessa caminhada, passou por diversas emissoras de rádio, onde viveu o dia a dia da notícia, deu voz a histórias importantes e levou informação de forma clara, responsável e acessível aos ouvintes, em diferentes momentos e realidades. Sua experiência também se fortaleceu na assessoria de comunicação da Prefeitura de Paranaguá, com atuação destacada na Secretaria Municipal de Saúde. Nesse período, uniu técnica e sensibilidade para transformar ações e políticas públicas em mensagens compreensíveis e relevantes para a população, sempre com atenção ao impacto social da informação. Além disso, atuou como cerimonialista, área em que organização, atenção aos detalhes e boa comunicação caminham juntas. Conduzir eventos e cerimoniais com profissionalismo, empatia e segurança faz parte de um perfil construído ao longo dos anos, pautado pela responsabilidade e pelo cuidado com cada etapa do processo.

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