Na quarta-feira, 13, o Governo do Paraná divulgou relatos de moradores sobre a transformação que a Ponte de Guaratuba, inaugurada em 1.º de maio, já está ocasionando na rotina diária da população. O percurso entre Guaratuba e Matinhos, que chegava a demorar horas em alguns casos, agora dura poucos minutos, o que ocasiona uma revolução na mobilidade urbana do litoral, beneficiando cidadãos e turistas, facilitando acesso a serviços e integrando a região.
“O primeiro dia que cruzei a ponte para vir trabalhar parecia que eu estava indo a um lugar novo, diferente. Eu cronometrei, deu um minuto e meio”, afirma o funcionário público Alexandre Palhares, de 37 anos, de Guaratuba, que realiza o percurso diário de motocicleta para ir e voltar do trabalho e que, com a ponte, não perde mais horas de convívio com esposa e seus fois filhos. “É muito tempo, principalmente para quem tem uma vida corrida como a minha, com dois filhos, e um deles bebê. Agora tenho mais tempo para ficar com a minha família, resolver minhas coisas pessoais, é um tempo que eu tenho para mim mesmo”, completa, destacando a facilidade em se locomover com a moto.
Segundo a Agência Estadual de Notícias (AEN), a “Ponte da Vitória” é um marco para Guaratuba, que anteriormente dependia do ferry boat ou do trajeto rodoviário a partir de Garuva para seu acesso rodoviário. “Ambos os percursos dificultavam a vida de cidadãos e turistas, principalmente em momentos críticos, como uma emergência de saúde, para levar pessoas para serem atendidas no Hospital Regional de Paranaguá ou na Capital. Também não eram raras as filas de veículos que ser formavam para a travessia, principalmente na temporada, fins de semana e feriados”, detalha.

Taxista ressalta aumento nas corridas
Artemio Rodrigues Mendes, taxista de Guaratuba, destacou que dificilmente conseguia corridas para Matinhos, mas esse cenário mudou com a ponte. “Às vezes pintava algumas corridas, mas eu recusava, porque ou ela ficava muito cara ou demorava demais. Dava três horas para ir e voltar e com esse tempo eu poderia levar algum passageiro para o Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, e voltar para Guaratuba”, relata.
“Hoje as coisas se inverteram, baixou o valor e o tempo. O pessoal procura muito para ir para Matinhos, Cabaraquara e para a Prainha, que fica bem no pé da ponte”, afirma. “Eu vim para Guaratuba em 1985 e desde aquela época falavam da ponte e só agora que ela saiu. A gente nunca perdeu a esperança. Quando a obra começou, ficava olhando a ponte ficar pronta com expectativa. E no dia da inauguração eu tava lá e já atravessei ela a pé, e depois passei muitas vezes de carro”, afirma Artemio.
O taxista Gilberto Godim de Souza salientou que a construção facilitou o trabalho e sua vida pessoal. “Era muito difícil, a gente pegava muita fila para atravessar, a gente perdia corridas por causa disso. E por causa da natureza, em dias de muita chuva e neblina, a balsa virava um problema”, conta o taxista.
“Desde que vim de Londrina para o litoral, há mais de 20 anos, ouvia falar da ponte. A gente nunca perdeu a esperança que as coisas um dia iam melhorar”, salienta. “É uma alegria. Agora a gente pode trabalhar com gosto e não perde umas corridinhas, vai muito para Matinhos e Paranaguá”, completa.
Sobre a Ponte de Guaratuba
“O Governo do Estado investiu mais de R$ 400 milhões na obra, que ficou sob responsabilidade do Departamento de Estrada de Rodagem do Paraná (DER/PR), autarquia da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística, e foi executada pelo Consórcio Nova Ponte. A estrutura é a terceira maior ponte sobre o mar do Brasil, com 1.240 metros de extensão, quatro faixas de tráfego, ciclovia e áreas para pedestres, além de acessos que totalizam mais de três quilômetros de obra”, finaliza a AEN.
Com informações da AEN





