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Segurança

Cidadão que compra produto roubado pode ficar até quatro anos preso

Crimes de receptação têm sido repreendidos em Paranaguá pelas autoridades policiais

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Nesta semana, um taxista foi preso em Paranaguá após a ROMU-Ronda Ostensiva Municipal, da Guarda Civil, encontrar com ele um celular roubado. O aparelho tinha sido roubado em um hotel no centro da cidade e o assaltante utilizou o objeto como pagamento ao taxista, o qual, neste caso, não furtou nada, mas está sendo acusado pelo crime de receptação por ter aceitado o celular, do qual desconhecia a origem.

Recentemente, outro caso de receptação foi registrado. A Polícia Rodoviária Federal identificou o local utilizado como ponto de receptação de “vazadas”, crime praticado corriqueiramente em Paranaguá que ocorre quando assaltantes derrubam o tombador do caminhão e despejam a mercadoria na via.

“Essas pessoas, além de cometer o crime, também incentivam a prática de roubo e furto”, frisou o delegado adjunto e operacional da 1.ª Subdivisão de Polícia Civil de Paranaguá, Nilson Diniz

O delegado adjunto e operacional da 1.ª Subdivisão de Polícia Civil de Paranaguá, Nilson Diniz, explicou que os furtos de celulares, por exemplo, existem porque há pessoas que compram esses aparelhos. “As pessoas que adquirem produtos em páginas de Facebook, classificados, aparelhos novos a um preço muito inferior ao preço de mercado também cometem o crime de receptação. Essas pessoas, além de cometer o crime, incentivam a prática de roubo e furto”, frisou.

ORIENTAÇÃO POLICIAL

Para não colaborar com práticas criminosas, o delegado orientou que a população tenha atenção para somente adquirir produtos com procedência. “Não realizem esse tipo de aquisição. Desconfiem quando um aparelho é vendido por um valor muito baixo, exijam a comprovação da procedência lícita desse objeto e realizem a compra somente com nota fiscal. São dicas que a Polícia Civil dá para que essas pessoas não sejam eventualmente responsabilizadas pelo crime de receptação”, salientou Diniz.

Para melhorar a segurança no município, é importante que os cidadãos também colaborem e não compactuem com a criminalidade. “Essa pessoa que hoje adquire esse telefone roubado, pode ser futuramente a própria vítima desse furto. Vamos desabastecer essa indústria criminosa, vamos deixar de adquirir produtos anunciados com preço muito abaixo do mercado. Não confiem, ninguém hoje vai dar aparelho celular por 50% a menos do seu valor”, considerou o delegado.

REGISTRO DAS OCORRÊNCIAS

Outra forma de contribuir com o trabalho das forças policiais é realizar sempre o Boletim de Ocorrência quando tiver objetos perdidos ou roubados. “Muitos acham que fazer o boletim de ocorrência não terão como consequência a identificação dos atores. Eventualmente, não haverá, mas as polícias Militar e Civil realizam seu planejamento estratégico com base nos números. Quando verificamos no mapa que uma rua teve um número de roubos, será realizado um planejamento para que viaturas passem pela região. Mas se os moradores não comunicarem esses fatos, acreditamos que aquela rua é tranquila. Por isso, noticiem aos órgãos de segurança pública para poder contribuir com a eficácia das medidas que serão tomadas em nível de gestão”, explicou Diniz.

O delegado afirmou, ainda, que as ações policiais realizadas nos últimos meses surtirão o efeito esperado na sociedade. “As medidas necessárias para a repressão deste tipo de crime que tanto atormenta os caminhoneiros no nosso município estão sendo tomadas pelas polícias Militar e Civil e isso terá como consequência, a curto prazo, um decréscimo no número desses furtos”, destacou.

PENA

O crime de receptação tem pena de um a quatro anos de prisão. “A pessoa pode adquirir um celular, produto de furto, de mil reais por 500, e permanecer preso na cadeia pública de Paranaguá por um prazo deste, perder anos de sua vida por um crime que muitos julgam como ínfimo”, concluiu o delegado Nilson Diniz.

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