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Fábio Campana

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Guido Mantega fez acordo com o Ministério Público Federal (MPF) para evitar sua prisão durante a investigação que apura favorecimento do…

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Guido Mantega fez acordo com o Ministério Público Federal (MPF) para evitar sua prisão durante a investigação que apura favorecimento do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) nos investimentos bilionários da JBS.

O acordo do ex-ministro da Fazenda nos governos de Lula e Dilma foi assinado com o procurador Ivan Marx. O acerto precisa ser homologado pelo juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal em Brasília.

Mantega se comprometeu a colaborar com a investigação, entregando documentos e abrindo o sigilo. O termo de ciência e compromisso, no entanto, não é uma delação, já que o ex-ministro não assume crimes, mas sim colabora com os investigadores.

Em depoimento, o empresário Joesley Batista disse que fez pagamentos a pessoas ligadas a Mantega, cujo apoio foi primordial para viabilizar os negócios com o BNDES. O ex-ministro já admitiu à Justiça que mantinha uma conta secreta na Suíça, com US$ 600 mil, enquanto ainda ocupava a cadeira no Ministério da Fazenda. Segundo Mantega, o dinheiro é referente a venda de um imóvel herdado do pai.

Saúde da mulher

A prisão de Guido Mantega foi decretada pelo juiz federal Sérgio Moro, mas foi revogada por causa do estado de saúde da mulher do ex-ministro.

Um e outro

Receber mala com dinheiro das mãos de Ricardo Saud, um dos operadores da propina da JBS, não é privilégio do ex-deputado Rodrigo Rocha Loures. Em ação combinada, Roberta Funaro, irmã de Lúcio Funaro, foi filmada entrando num carro para receber mala contendo R$ 400 mil, supostamente para o irmão não abrir o bico na prisão – o que ele acaba de fazer.

Omissão

A JBS entregou para a PGR novas gravações com nomes de outros políticos, o que causou certo alvoroço na semana passada. Muitos políticos que supostamente terão seus nomes envolvidos, vão tentar usar isso a seu favor. Seus advogados alegarão omissão de provas, já que as novas gravações foram entregues com pouco mais de três meses depois da primeira.

Cotado

Leandro Daiello, diretor geral da Polícia Federal, que já pediu demissão do cargo por duas vezes, acertou com o ministro Torquato Jardim sua aposentadoria. Ele está no comando da PF desde 2011. O mais cotado para sucedê-lo é o delegado Rogério Galloro. A saída de cena de Daiello será feita com muito cuidado para não dar a impressão de que existe uma pressão por seu afastamento.

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