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Educação

Escolas estaduais tiveram aulas de 30 minutos ontem

Professores se reuniram para debater ações do cenário nacional e regional

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Na manhã de quinta-feira, 21, quase 100% das escolas estaduais de Paranaguá pararam suas atividades e dispensaram os alunos antes do horário final. As aulas, que normalmente possuem 50 minutos, foram diminuídas para 30 para que no tempo restante os professores pudessem debater sobre as reivindicações que fazem para a categoria. A App-Sindicato do Litoral destacou que uma greve pode começar em breve.

O movimento aconteceu nacionalmente com o objetivo de barrar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que propõe estagnar os gastos públicos por 20 anos. Os professores do Paraná também reivindicam o pagamento de promoções e progressões aos servidores. “Já estamos com um ano e meio de atraso em nossas progressões tanto professores como funcionários”, lembrou o presidente da App-Sindicato do Litoral, Claiton Luís da Rocha.

 

 

A orientação foi para que o cronograma no dia de ontem tivesse cinco aulas seguidas de 30 minutos. Rocha afirmou, na tarde de ontem, que ainda não se podia fazer um balanço total de como foi a adesão das escolas do litoral nos turnos da manhã, tarde e noite.

“No período da manhã, tivemos quase 100% de participação das escolas. Esse é um movimento nacional contra a PEC 241 e a PL 257. Após as aulas de 30 minutos de duração cada, a categoria sentou para discutir uma provável greve nacional que está sendo encaminhada a todos os sindicatos”, explicou o presidente da App-Sindicato Litoral. A data da greve ainda será decidida pelas forças sindicais.

 

ALUNOS

Os alunos também puderam participar das discussões junto com os professores. “Os alunos podem e devem participar. No Colégio São Francisco, convocamos os pais também para uma reunião”, contou Rocha. Segundo ele, provavelmente haverá reposição dos 20 minutos retirados de cada aula. “O aluno jamais será prejudicado. A última greve longa que tivemos, repusemos toda a carga horária e, neste momento, também não será diferente. Eles são os primeiros a serem respeitados dentro desse processo”, concluiu.

 

DISCUSSÃO

No Colégio Estadual José Bonifácio, os professores se reuniram para discutir as questões já citadas e esclarecer outras reivindicações da categoria. “O dia foi escolhido nacionalmente para que pudéssemos ter acesso a algumas informações, já que os projetos estão em fase final e não temos mais informações. Nós que estamos na luta diária temos a base, conhecemos a realidade da escola e temos dúvidas quanto ao funcionamento da PEC, se iria agregar ou prejudicar”, comentou a professora do Colégio, Karla Patrícia Gomes Costa.

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