Na terça-feira, 16, o Governo do Paraná anunciou que em cerca de um mês a Ponte de Guaratuba, inaugurada em 1.º de maio, contabilizou sete mil passagens de ciclistas, algo que representa uma ampliação da mobilidade urbana no litoral do Paraná. Com uma ciclovia de sentido duplo contando com estrutura de segurança, a “Ponte da Vitória” não é somente via de passagem diária de veículos, mas também uma forma de integração através do modal cicloviário entre Matinhos e Guaratuba.
“A Ponte da Vitória é um símbolo da modernização logística do Paraná, que, unida à eficiência técnica, traz um impacto positivo direto na vida dos cidadãos”, afirma o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Fernando Furiatti, ressaltando que a movimentação de ciclistas demonstra o viés estratégico da obra.
Segundo dados do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), a ponte registrou 7.375 passagens de bicicletas nos 30 primeiros dias de operação da ponte. “O volume reflete o impacto imediato da infraestrutura projetada para abrigar múltiplos meios de transporte. Ao contrário do antigo sistema de ferry-boat, que impunha restrições de horários, custos e riscos climáticos aos ciclistas, a ponte disponibiliza uma ciclovia de sentido duplo, segura e dotada de barreiras de proteção rígidas que protegem contra o tráfego de veículos pesados”, completa.
“O monitoramento de tráfego mostrou que muitos ciclistas fazem o trajeto de ida e volta diariamente. Do total de passagens que as câmeras e sensores de contagem automatizada registraram, o sentido Guaratuba para Matinhos concentrou a maior fatia da demanda, com mais da metade dos deslocamentos: 60,7% do fluxo. No sentido oposto, de Matinhos para Guaratuba, a porcentagem foi de 39,3%”, informa a Agência Estadual de Notícias (AEN).
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Bicicleta como modal diário de transporte no litoral
Segundo os dados do DER/PR, as informações demonstram que a bicicleta “é um meio de transporte regular e viável para o trabalhador litorâneo, validando a premissa de engenharia adotada na obra: construir para as pessoas, não apenas para veículos”, completa. “A concepção da Ponte de Guaratuba atendeu a uma premissa moderna de engenharia civil: construir não apenas para carros e caminhões, mas para as pessoas. O volume expressivo de ciclistas chancela que investir em faixas exclusivas e seguras estimula o uso do transporte limpo, gera saúde e retira veículos poluentes das vias urbanas”, explica Alexandre Castro Fernandes, diretor de Operações do DER/PR.
Segundo o ciclista Emanuel Gomes Alves, de 19 anos, morador de Guaratuba, que é vendedor, teve sua vida facilitada após a inauguração da ponte. “Mudou muito, pois agora é bem mais rápido atravessar de bicicleta. Sinceramente, eu quase não fazia a travessia com o ferry, pois era complicado”, destaca.
“A ponte otimizou minha rotina de atendimentos nos balneários. O que antes exigia um dia inteiro, hoje é solucionado em poucos minutos, tornando o trabalho mais eficiente e permitindo mais tempo com a minha família”, destaca Priscila Poli, designer de interiores que atua no litoral paranaense.
Sobre a Ponte de Guaratuba e monitoramento contínuo
“Com 1.244 metros de extensão e 22,60 metros de largura, a Ponte de Guaratuba foi projetada para integrar o tráfego de cargas ao fluxo local, oferecendo quatro faixas de rolamento e uma ciclovia exclusiva de três metros. Essa via exclusiva é isolada por barreiras de concreto e equipada com iluminação em LED, garantindo total segurança para ciclistas e pedestres”, afirma a AEN.
Além disso, de acordo com o governo estadual, o DER/PR realiza o monitoramento contínuo do local com sensores de alta precisão. “Esse acompanhamento em tempo real é fundamental para a gestão da mobilidade na região, fornecendo dados analíticos essenciais para futuras intervenções e para a consolidação de políticas públicas de transporte no Paraná”, finaliza.
Com informações da AEN





